Felipe Massa enfrenta 21 rivais a partir de hoje, nos treinos para o GP da Austrália

Nove mil e duzentos quilômetros separam Brasília da pequena cidade de Heppenheim, na Alemanha, berço do tricampeão do mundo Sebastian Vettel. Hoje, na Fórmula 1, a distância entre o sucesso brasileiro e o alemão deve ter essa mesma proporção oceânica. Nos últimos 12 anos, eles conquistaram oito títulos. De 2000 a 2004, só deu Michael Schumacher, de 2010 a 2012, Vettel reinou — e na temporada 2013 da principal categoria do automobilismo mundial o garoto larga como favorito ao tetra.

Já vivemos dias assim. De 1981 a 1991, o Brasil conquistou seis dos 11 mundiais de Fórmula 1. Os troféus de 81, 83 e 87 foram para a estante de Nelson Piquet, enquanto os de 88, 89 e 91 ficaram com Ayrton Senna. Agora, pela primeira vez desde 1978, quando Emerson Fittipaldi partiu sozinho na prova de estreia daquela temporada, haverá apenas um brasileiro no grid, Felipe Massa, da Ferrari. É dele a responsabilidade de tentar um título que o torcedor não comemora há mais de duas décadas.

Na madrugada de hoje para amanhã, já haverá carro na pista. O GP da Austrália de Fórmula 1, neste fim de semana, abre o Mundial com um regulamento um pouco diferente em relação ao do ano passado e com os mesmos protagonistas de 2012. É improvável imaginar que a Red Bull de Vettel tenha perdido o rumo durante as férias. A McLaren, que terminou 2012 com o mais veloz dos carros, deve se manter bem rápida — mas sem Lewis Hamilton, que se mudou para a Mercedes. A maior mudança entre as grandes, sem dúvida, vem da Itália. A Ferrari admitiu deficiências no túnel de vento em Maranello e pediu as instalações da Toyota, na Alemanha, para desenvolver o F138. Deu certo, como mostrou a pré-temporada.

Fonte: Super Esportes

Deixe um comentário