Fedor incomoda Taguatinga

Três desodorizadores instalados pela Caesb no Setor Hoteleiro no centro de Taguatinga. Foto: Antonio Sabino

Três desodorizadores instalados pela Caesb no Setor Hoteleiro espalham mau cheiro pelo centro de Taguatinga e são alvos de reclamações da população. Os equipamentos servem para liberar gases da rede que leva o esgoto de Águas Claras para a Estação de Tratamento (ETE) do Melchior, em Samambaia.

Empresários do centro da cidade pediram ajuda ao grupo Defensores de Taguatinga, que levou o problema à Caesb. Na manhã de terça-feira (7), o superintendente de operação e tratamento de esgotos da empresa, Carlos Eduardo Pereira, foi até o local prestar esclarecimentos à comunidade.

Divisor de águas – Segundo ele, o ponto onde foram instalados os desodorizadores é o ideal, por ser o mais alto – o “divisor de águas” – entre Águas Claras e Samambaia. Os dejetos captados são bombeados por uma elevatória até ali, de onde seguem mais 18 quilômetros, por gravitação, até a ETE do Melchior.

O mau cheiro ocorre porque a vazão de 150 litros de esgotos por segundo está muito abaixo da capacidade do sistema, que é de 550 litros por segundo. Com isso, o escoamento fica parado em determinados horários, formando gases que precisam ser liberados por meio dos desodorizadores.

Diariamente, das 11h30 às 14h o bombeamento da elevatória é desligado. Mas, quando retorna, o mau cheiro aumenta e torna-se insuportável em várias localidades. O problema vem sendo minimizado como uso de cal para reduzir o PH do esgoto. Mas isto não tem sido suficiente. Carlos Eduardo Pereira explicou que o produto passará a ser usado as 24 horas do dia.

Falta esgoto – Além disso, dentro de 60 dias será feita a ligação da captação de Vicente Pires à Elevatória da Churrascaria do Júlio. A entrada de mais 120 litros por segundo na rede diminuirá a retenção dos dejetos e, consequentemente, a formação de gases. Isto também reduzirá a emissão de odor.

A complementação da capacidade de escoamento do sistema ocorrerá com a ligação do restante da rede de Águas Claras e Arniqueira. Ao responder à preocupação dos empresários sobre a possibilidade de agravamento do problema com o aumento da vazão, o engenheiro da Caesb disse que é justamente ao contrário. E resumiu: “está faltando esgoto na rede”.

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