Família acusa médicos por morte de mulher

'Ela mesma (a médica) disse que tinham encontrado as duas compressas. Isso é muito descaso. A gente quer justiça' Matheus Pereira Araújo, 18 anos, namorado da vítima (Carlos Moura/CB/D.A Press)
“Ela mesma (a médica) disse que tinham encontrado as duas compressas. Isso é muito descaso. A gente quer justiça” Matheus Pereira Araújo, 18 anos, namorado da vítima

A Polícia Civil e a Secretaria de Saúde apuram as causas da morte de Michele da Silva Pereira, 18 anos, ocorrida no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) na última segunda-feira. O namorado e parentes da moça acusam médicos do Hospital Regional da Asa Norte de ter esquecido duas compressas no abdome da paciente durante uma cesariana realizada em 1º de março. O fato foi confirmado pela direção do HRC aos investigadores da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia). A família acredita que os objetos apodreceram e levaram à morte da jovem. Michele deixou uma filha de apenas 13 dias. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que abriu sindicância para apurar os fatos e se constatar inadequações, os responsáveis serão devidamente punidos.


A família também acusou as unidades de saúde de sonegarem informações. “Eles não quiseram a nos dar o resultado dos exames, o prontuário e os nomes dos médicos que atenderam a Michele”, contou Matheus Pereira Araújo, 18 anos, namorado dela e pai de Ana Luíza, a bebê do casal. Em 1º de março, a jovem deu entrada no Hran para uma cesariana por indicação de médicos do posto de saúde onde fez o pré-natal. O parto já estava atrasado, mas a paciente não tinha dilatação suficiente para um parto normal, por isso a necessidade da operação. Ana Luíza nasceu saudável.

Fonte: Correio Braziliense

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