Falta infraestrutura na UnB do Gama

Quando chove, alunos se aventuram para escapar da lama

Estudantes e professores reivindicam passarelas e segurança

Com apenas dois anos de idade, o campus da UnB no Gama já enfrenta muitas dificuldades. Alunos, professores e funcionários sofrem com a falta de infraestrutura no local. Um dos principais desafios enfrentados é a falta de passarelas na rodovia DF 480 – umas das pistas mais movimentadas da cidade.

 

Atualmente, os mais de 800 estudantes da Universidade realizam a travessia da via por meio de faixas de pedestres instaladas no local e supervisionadas por viaturas da polícia. Mesmo assim, nem sempre é fácil passar de um lado a outro.Em 2011, o Departamento de Estrada de Rodagem – DER havia anunciado a construção de uma passarela no local, no entanto, o projeto nunca saiu do papel.

 

Para o estudante de Engenharia de Energia, Gabriel Barreto, morador de Vicente Pires, chegar ao campus é sinônimo de aventura. “Faltam linhas de ônibus que liguem Vicente Pires ao Gama e as que existem são precárias, como todo o transporte público do DF. Atravessar a DF 480 é sempre um risco. Por aqui ainda não existem passarelas e as faixas de pedestres nem sempre oferecem segurança”.

 

Outra dificuldade apontada pelo estudante é o descaso com o estacionamento da Universidade. Em tempos de seca, é impossível conter a poeira e quando chove, no entanto, o estacionamento é tomado pela lama e transformado em uma enorme poça de água parada (foto). Outro motivo de preocupação é a falta de segurança pública no local. “Vários alunos já foram assaltados neste estacionamento, declara Gabriel Barreto.

 

Procurado pelo Brasília Capital, o DER não se manifestou, até a publicação desta matéria sobre a construção de passarelas na DF 480, nem informou qual é o orçamento disponível em 2013 para a implantação dessas passagens no Gama, EPNB e Via Estrutural.

 

Em 2012, apenas 46% do orçamento do órgão foi destinado para a construção de passarelas nas vias do DF.

 

O Diretor da UnB Gama, Prof. Dr. Alessandro Borges, não foi encontrado pelo Brasília Capital para falar sobre projetos de melhoria no campus.

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