Falta de chuva agrava crise hídrica no DF

As 13 regiões abastecidas pelo Descoberto já tiveram pressão da água reduzida: momento é considerado crítico. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

A crise hídrica se agrava no Distrito Federal. Até quarta-feira (25), o volume de chuvas ficou em 50% do esperado para janeiro. Com esse cenário, o governo de Brasília declarou situação de emergência para os próximos 180 dias.

Isso significa que há um reconhecimento, por parte das autoridades, de que o momento é crítico e que é urgente a implementação de ações para minimizar os impactos da seca. Essas ações foram especificadas em decreto publicado naquele dia no Diário Oficial.

As perspectivas de chuvas para o DF são boas para fevereiro, pois o fenômeno La Niña, que ocorre este ano e provoca o resfriamento do Oceano Pacífico, aumenta a frequência de chuvas na área central do país.

 

Primeiras medidas

Dentre as primeiras medidas determinadas pelo governo, estão restrições do consumo de água potável tanto para utilização domiciliar quanto comercial, industrial e de lazer. Isso valerá enquanto durar a emergência.

Outra decisão foi a limitação da captação nos três principais córregos da Bacia do Descoberto — Alto Descoberto, Ribeirão Rodeador e Ribeirão das Pedras — para qualquer uso que não seja o consumo humano.

Caberá à Agência Reguladora de Águas e Saneamento do DF (Adasa) determinar novas regras, por meio de resolução. A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural é a encarregada de orientar e apoiar os agricultores. A Agência de Fiscalização do DF (Agefis) está encarregada de verificar a aplicação das normas.

Treze regiões administrativas atendidas pela barragem do Descoberto já tiveram a pressão da água reduzida.  A partir de segunda-feira (30), a medida também será adotada para as áreas abastecidas pelo reservatório de Santa Maria.

 

Economia começou no ano passado

Em 2016, o governo de Brasília implementou diversas ações para combater o impacto da seca no DF, como a cobrança da tarifa de contingência, a restrição no horário para captação por caminhões-pipa e a orientação para estabelecimentos como lava jatos.

Também foram tomadas medidas como um acordo com agricultores para restringir o uso de irrigadores e a obrigatoriedade de redução do consumo de água em 10% nos órgãos do governo de Brasília.

Mansão retirava água do Canal do Rodeador de forma irregular. Foto: Gabriel Jabur/ Agência Brasília

Proteção

Para proteger os mananciais, no dia 25 teve início a operação de retirada de parcelamentos urbanos na região próxima ao Incra 6, em Brazlândia, onde algumas edificações estão a 15 metros do Canal do Rodeador, que abastece a barragem do Descoberto, e de onde era captada água de forma irregular.

O Descoberto é responsável pelo fornecimento de água para cerca de 1,8 milhão de habitantes do DF. A Agefis informou que as edificações em lotes rurais parcelados para moradias urbanas serão retiradas. O objetivo é impedir que a ocupação ilegal de áreas rurais aumente o problema da impermeabilização do solo.

Residências de aproximadamente 400 metros quadrados foram encontradas e demolidas. Algumas tinham um canal direto da casa ao córrego. Dois tanques com cerca de 15 mil peixes foram encontrados numa das chácaras da região. O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) expediu um termo de intimação dando um prazo de sete dias para o proprietário remover os animais. O instituto verificou que o abastecimento desses reservatórios é feito por uma bomba, que puxa água de forma irregular do Canal do Rodeador.

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