Ex-presidente francês Sarkozy será julgado por corrupção e tráfico de influência

O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy será julgado pelo Tribunal Correcional francês por corrupção e tráfico de influência no chamado “caso das escutas”, informou nesta quinta-feira (29) o jornal “Le Monde”. A informação é da EFE.

Junto ao ex-presidente, segundo a publicação, também sentarão no banco dos réus, conforme solicitação da Promotoria Nacional Financeira feita em outubro do ano passado, o seu advogado, Thierry Herzog, e o ex-juiz Gilbert Azibert.

A investigação foi finalizada em 2016, mas diversos recursos atrasaram o andamento do processo, e a decisão dos juízes de instrução, da qual podem recorrer os acusados, foi assinada hoje.

“Caso das escutas”

Os magistrados decidiram grampear o telefone de Sarkozy diante das suspeitas de que ele teria recebido dinheiro do ex-ditador líbio Muammar Kadafi para financiar a campanha que o levou ao Palácio do Eliseu em 2007, um delito pelo qual foi acusado em 21 de março. Sarkozy nega e diz que são calúnias do grupo de Kadafi.

Nessas escutas foram descobertas conversas entre o ex-presidente e seu advogado, das quais se deduziu que Sarkozy tentava obter, através do juiz Azibert, informação secreta de outro processo que investigava se Liliane Bettencourt, herdeira do império de cosméticos L’Oréal, financiou ilegalmente sua campanha de 2012.

Algumas dessas conversas foram divulgadas na imprensa e davam a entender que Sarkozy estava disposto a ajudar o juiz a obter um cargo em Mônaco em troca de sua influência na decisão do Supremo Tribunal sobre o caso Bettencourt.

Em março de 2016, o Supremo validou de forma definitiva quase a totalidade das escutas do ex-presidente sobre as quais se baseia a acusação contra ele, o que deixou o caminho aberto para o julgamento anunciado hoje.

Além disso, Sarkozy tem um julgamento pendente pelo suposto financiamento irregular da sua campanha às eleições presidenciais de 2012.

Trata-se do chamado “Caso Bygmalion”, um suposto esquema de falsificação de faturas para ocultar despesas eleitorais e burlar assim os limites legais. Segundo a acusação, com esse esquema Sarkozy teria gastado pelo menos 42,8 milhões de euros frente aos 22,5 milhões autorizados.

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