Estamos em obra

180 dias depois do início, revitalização das calçadas da Comercial Sul atrapalha moradores e comerciantes

 

No dia 30 de setembro deste ano, foram iniciadas as obras de revitalização das calçadas da Avenida Comercial Sul de Taguatinga. Comerciantes e moradores esperavam os transtornos causados pela reforma, mas lamentam a falta de estacionamento e a lentidão dos trabalhos, cuja previsão inicial era de 180 dias para conclusão.

Serão revitalizadas todas as quadras entre as QSA’s 2 e 24, estacionamentos, ciclovia, calçadas e implantação de baias de ônibus. O modelo a ser seguido é o da QSA 1, já urbanizada. Por contrato, a construtora EBO tem até março de 2014 para finalizar a obra, orçada em R$ 1,4 milhão aos cofres públicos.

Maria da Cruz é gerente da papelaria Casa do Colegial, na QSA 2. Ela afirma que “as obras estão gerando prejuízos ao comércio”. Sua loja está sem telefone há duas semanas. Um erro de cálculo do operador da máquina de perfuração do asfalto cortou o fio e interrompeu a conexão do comércio de Maria com a operadora Oi.

“Nossas vendas aumentam muito no final de ano. Chegamos até a contratar funcionários temporários. A falta de estacionamento e o telefone cortado têm dificultado muito o trabalho”, reclama.

A falta de estacionamento é uma queixa geral nas quadras que estão passando pela reforma. Suelena Ferreira é personal trainer da Academia Estação Saúde, na QSA 2, e conta que seus clientes também têm  tido problemas quanto aos estacionamentos. “Os atletas estão tendo que estacionar os carros em fila dupla, porque não tem outro lugar. Quem fica na recepção precisa prestar atenção para avisar os condutores. É o jeito”, conta.

A falta de vagas obriga os motoristas a usar as vias residenciais para estacionar. A reação em cadeia atrapalha também os moradores das quadras paralelas à Comercial. “É normal ver o guincho tirando carro estacionado na frente das casas, interrompendo a passagem”, afirma Luís Nascimento, morador da QSA 11.

 

Chuva?

 

Segundo a EBO Engenharia, um dos grandes problemas das obras nesta época do ano é a concorrência com as chuvas. “O cimento demora a secar, impossibilita inúmeros serviços dos operários e, quase sempre, atrasa a obra”, alega a assessoria de imprensa da construtora.

Porém, moradores dizem que há vários dias não veem movimentação na obra. Rayanne de Souza, residente na QSA 16, afirma que sempre passa pela Comercial Sul e, ultimamente, tem visto tudo parado. “A chuva atrasa a obra, mas, em dias como hoje (segunda-feira, 16), quando não chovendo, não vejo ninguém trabalhando. As máquinas estão paradas na frente do Marista e de lá não saem desde quinta-feira (12)”, reclama Rayanne.

“A implantação de estacionamento, ciclovia, calçadas e baias de ônibus na Comercial Sul é de suma importância para a mobilidade urbana da cidade. Pedimos que a população tenha paciência. Os problemas acontecem como em qualquer tipo de reforma, mas estão sendo resolvidos e até março as obras estarão concluídas”, explica a assessoria da Administração Regional.

 

Contrato no Diário oficial: http://www.buriti.df.gov.br/ftp/diariooficial/2013/10_Outubro/DODF%20N%C2%BA%20211%2009-10-2013/Se%C3%A7%C3%A3o03-%20211.pdf

 

 

Gabriel Pontes

 

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