Essenciais pagam pelo não isolamento

O Distrito Federal, que foi exemplo, no início da pandemia do novo coronavírus, por ter feito um isolamento social rígido, ocupa, hoje, lugar de destaque no País em contaminação e mortes. Está quase no ritmo do Rio de Janeiro, São Paulo, Manaus, Belém e outras cidades que se tornaram o foco da covid-19. Quem sofre com isso – às vezes com a própria vida – são os trabalhadores de setores essenciais.

O Conselho de Saúde emitiu, na terça-feira (14), uma resolução contra a retomada das atividades. A decisão foi unânime. No documento, o Conselho pede que o GDF mude a política de combate à pandemia e elabore estratégias de vigilância sanitária contra a covid-19.

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Rubens Bias, membro do Comitê de Acompanhamento da Covid-19 e relator da proposta, afirmou que o GDF “está agindo de forma precipitada ao autorizar a retomada completa das atividades”.

Rubens Bias, membro do Comitê de Acompanhamento da Covid-19 e relator da proposta, afirmou que o GDF “está agindo de forma precipitada ao autorizar a retomada completa das atividades neste momento de pico da pandemia. Por isso, o Conselho se manifestou por meio de um instrumento raro e legal”.

Na avaliação dele, o GDF “encaminha a abertura no momento em que Brasília se aproxima de mil mortos e as redes pública e privada estão colapsadas, passando de 100% de ocupação várias vezes na semana”.

O governador Ibaneis Rocha (MDB), por sua vez, deixou claro, em entrevista à TV Record, na terça-feira (14), que pode, a qualquer momento, reinstituir o isolamento rígido. O DF terminou aquele dia com 880 mortos por covid-19, 73 mil casos confirmados e 29 mortes nas 24 horas de segunda-feira (13) para terça (14).

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