Entenda um edital de língua portuguesa

Recorrentemente, recebo mensagens de alunos que gostariam de saber o que estudar. Uns, estudam além do necessário; outros, menos do que o previsto no edital. Quero, por meio deste artigo, mudar o seu 2018! No ano que aproxima, você vai estudar apenas o que é cobrado, a fim de alcançar a sonhada aprovação!

Vou citar os principais tópicos explorados e o que está implícito neles:

Fonética e fonologia: reconhecimento de letras e fonemas; encontros vocálicos; encontros consonantais (poucos concursos exploram este conteúdo).

Ortografia: a forma correta de escrita das palavras (e isso, para concursos públicos, se aprende por meio de muita leitura, e não por regras); Novo Acordo Ortográfico; uso do hífen; acentuação gráfica (o mais importante).

Morfologia: reconhecimento das 10 classes de palavras – substantivo (além de dominar a classe, aprenda a diferenciar o concreto do abstrato), artigo, adjetivo, numeral, pronome (saiba reconhecer TODOS os pronomes), verbo (a banca, ao citar “morfologia”, está autorizada a cobrar TUDO aquilo que envolve o verbo; é importante conhecer o perfil de cada examinadora), advérbio, preposição, conjunção (decore preposições e conjunções) e interjeição (nunca é cobrada). Aqui também estão as locuções (verbal, adjetiva, adverbial, conjuntiva e prepositiva) e o processo de formação de palavras (nem todas as bancas cobram; é importante conhecer o perfil de cada uma).

Sintaxe (a maior parte do conteúdo): classificação sintática – sujeito (e suas classificações – cai muito), predicado (e suas classificações – cai pouco), transitividade, complementos (verbais e nominais), adjuntos (adnominais e adverbiais), predicativo (do sujeito e do objeto), agente da passiva, aposto e vocativo. Há também a classificação sintática do período composto – orações coordenadas (assindéticas e sindéticas) e subordinadas (adjetivas, substantivas e adverbiais). Existem ainda conteúdos híbridos, que envolvem morfologia e sintaxe (a famosa morfossintaxe): concordância (nominal e verbal), regência (nominal e verbal), estudo dos pronomes oblíquos (principalmente os átonos), funções do SE (principalmente para concordância), funções do QUE (principalmente para o período composto), crase (está
atrelada à regência).

Semântica: é o estudo do sentido em um texto. Pode ser cobrada em qualquer um dos tópicos
acima citados.

Existe ainda o assunto mais híbrido de todos: pontuação. Em muitas oportunidades, o edital cita explicitamente que esse conteúdo será cobrado. Entretanto, só de citar “sintaxe” (ou qualquer tópico relacionado), a banca pode cobrar pontuação; só de citar “semântica”, a banca pode cobrar pontuação. Nesse caso, é fundamental olhar não apenas para o documento de publicação do concurso, mas para provas anteriores, a fim de verificar com que frequência esse assunto foi explorado pela banca.

Sobre análise de textos: além de verificar se há tópicos específicos no edital (como figuras de linguagem ou tipos de discurso), nunca deixe de estudar: compreensão e interpretação (em exercícios), tipologias textuais e coesão.

Conselho: cole este artigo na parede do seu quarto. Exceto fonética e fonologia (que só deve ser estudada apenas se o edital citar), tenha a certeza que que você domina todos os outros conteúdos apresentados, a fim de que você esteja sempre apto a usar a língua portuguesa como sua aliada em concursos públicos! Nunca é demais relembrar que essa é a disciplina que mais reprova em concursos públicos. Todavia, a partir de hoje, ela pode ser motivo de reprovação para os outros, e não para você! Tenha um 2018 abençoado e próspero, de muito trabalho, estudo, dedicação e realização!

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