Enfermeiros voltam a fazer ato público

Foto: Reprodução/Facebook

Depois da agressão a vários trabalhadores por simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro, no dia 1º de maio, na Praça dos Três Poderes, enfermeiros voltam a organizar um ato público em Brasília. A manifestação está marcada para terça-feira (12), no Museu da República, em comemoração ao Dia Internacional da Enfermagem.

Para homenagear os profissionais vítimas da covid-19, enfermeiras, enfermeiros, técnicas e técnicos de enfermagem do Distrito Federal acenderão velas e exibirão cartazes, pontualmente às 17h30, com os nomes de cada um dos colegas mortos. Além de Brasília, outras cidades também realizarão atos de maneira simultânea.

A recomendação dos organizadores é para que não haja grande concentração de pessoas, devido aos riscos de contaminação pelo novo coronavírus. Por isso, estão incentivando a participação via Internet, no que chamam de Ato Virtual pela Enfermagem Brasileira.

Quem quiser demonstrar sua gratidão e reconhecimento da importância desses profissionais poderá postar fotos ou vídeos de até 1 minuto, que serão compartilhados pelas redes sociais das entidades representantes da categoria.

Os endereços poderão ser acessados pelas hasthags #LuteComoUmaEnfermeira e/ou #EnfermagemEuValorizo. Os participantes deverão marcar a Federação Nacional de Enfermagem (FNE) em suas postagens https://pt-br.facebook.com/portalfne/ e https://www.instagram.com/portalfne/.

Negligência – Em comparação com outros países, as mortes de profissionais da enfermagem no Brasil são altíssimas. Os líderes do movimento denunciam que o grande número de mortes entre trabalhadores da enfermagem é consequência de uma negligência histórica com a categoria. A classe não possui piso salarial, nem jornada de trabalho regulamentada ou aposentadoria especial após 25 anos de trabalho em local insalubre.

O ato será realizado de forma pacífica, respeitando as recomendações internacionais de distanciamento, número limitado de participantes e todos os profissionais que participarão do evento usarão máscaras. Além de homenagear os trabalhadores que morreram por covid-19, o ato quer buscar apoio dos usuários para os profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS).

Assim como o ato de 1º de maio, a manifestação do dia 12 é uma iniciativa dos trabalhadores de todo Brasil, mas com o apoio das entidades representativas. No DF, a manifestação é organizada pelo Sindicato dos Enfermeiros, Sindicato dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, Conselho Regional de Enfermagem, Conselho Federal de Enfermagem e Federação Nacional dos Enfermeiros.

A data foi escolhida porque no 12 de maio é comemorado o Dia Internacional da Enfermagem. A comemoração acontece em todo o mundo desde 1965. A data foi estabelecida oficialmente em 1974, depois de uma decisão do Conselho Internacional de Enfermeiros. O 12 de maio foi escolhido em homenagem ao nascimento de Florence Nightingale, a “mãe” da enfermagem moderna.

Ano da enfermagem – Durante a Assembleia Mundial da Saúde de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu 2020 como o ano internacional de profissionais de enfermagem e obstetrícia. O marco comemorativo tinha o objetivo de reconhecer o trabalho de enfermeiras, enfermeiros e parteiras em todo o mundo e defender maior protagonismo, políticas de financiamento e mais representatividade para a categoria.

De acordo com a OMS, o mundo precisa de mais 9 milhões de enfermeiras (os) e parteiras para atingir a meta de cobertura universal de saúde até 2030. Nas Américas, a Organização Pan-Americana da Saúde destaca que são necessários 800 mil profissionais de saúde a mais, incluindo pessoal de enfermagem e obstetrícia.

Deixe um comentário