Energia do Maracanã é cortada por falta de pagamento

O imbróglio envolvendo o Maracanã segue ganhando novos capítulos. Nesta quinta-feira, a Light, empresa que gera luz para o estádio, cortou o fornecimento, por conta de falta de pagamento das contas. A informação foi apurada pelo canal Globonews.

 

Em nota oficial, a Concessionária Maracanã garantiu que a quitação das dívidas será feita até a próxima sexta-feira (27). Ainda assim, reiterou que a responsabilidade pelos gastos do estádio ainda são do Comitê Rio 2016.

“A empresa reitera que só não reassumiu o complexo esportivo no dia 30 de outubro de 2016, fim do período de exclusividade do Rio 2016, porque encontrou dezenas de não conformidades, que foram relatadas em documentos enviados ao Governo do Estado e ao próprio Comitê Organizador Rio 2016”, diz trecho da nota.

O acordo entre o comitê dos Jogos Olímpicos e o governo estadual previa que “(…) o Comitê Rio 2016 deve continuar na posse do Complexo Maracanã até que tenha concluído todas as obras de adequação para que o Maracanã e Maracanãzinho retornem ao seu estado original, mesmo depois do dia 30 de outubro de 2016”.

Recentemente, a situação do Maracanã vem trazendo preocupações. Equipamentos foram furtados, obrigando a Federação do Rio de Janeiro a pedir ajuda ao Estado, para manter a segurança do local. Além disso, a Concessionária, apesar de reassumir o comando do estádio, vem constantemente apontando os problemas deixados pelo Comitê Rio 2016.

 

Confira a íntegra da nota oficial:

A Concessionária Maracanã esclarece que vai pagar até esta sexta-feira (27/1) um débito de R$ 1 milhão com a Light, referente aos meses de novembro e dezembro. Os débitos são de responsabilidade do Comitê Rio de 2016.  A empresa, que reassumiu o complexo por força de uma liminar, reitera que, de acordo com o Termo de Autorização de Uso, documento que disciplinou o uso do complexo durante o chamado período olímpico, a obrigação pelos reparos, bem como das contas públicas, é de responsabilidade do Comitê Rio 2016. De acordo com o TAU, o comitê deve permanecer à frente do complexo até que todos os reparos, assim como débitos, sejam realizados.

A empresa reitera que só não reassumiu o complexo esportivo no dia 30 de outubro de 2016, fim do período de exclusividade do Rio 2016, porque encontrou dezenas de não conformidades, que foram relatadas em documentos enviados ao Governo do Estado e ao próprio Comitê Organizador Rio 2016. São reparos que o Rio 2016 precisava fazer antes de devolver o complexo à Concessionária.  Entre as pendencias estão: a falta de um laudo que ateste que a cobertura não tenha sofrido danos; laudo que ateste que o sistema de drenagem do gramado não foi afetado pelas intervenções feitas pelo comitê para a cerimônia de encerramento da paraolimpíada, falta de cadeiras nas arquibancadas; sumiço das catracas eletrônicas; publicidade do Comitê espalhada por todo o estádio; fechaduras quebradas; lixo acumulado; gramado em más condições.

O Termo de Autorização de Uso (TAU – em anexo), contrato assinado entre o Governo e a Rio 2016, prevê que “o Comitê Rio 2016 deve continuar na posse do Complexo Maracanã até que tenha concluído todas as obras de adequação para que o Maracanã e Maracanãzinho retornem ao seu estado original, mesmo depois do dia 30 de outubro de 2016” (parágrafo 11º de oitava cláusula do contrato). 

O TAU ainda prevê que, o Rio 2016 se comprometeu a “arcar integralmente com as despesas necessárias à utilização da área cedida, tais como: tarifas de água, luz, esgoto, gás, impostas e taxas durante o período de uso exclusivo”, o que ainda não foi feito.

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