Endividado, empresário comete suicídio

A Cerâmica Escurial, empresa de Sadi Gitz passa por dificuldades financeiras.
Foto – Prefeitura/Sergipe

“Governador, o senhor é um grande mentiroso”. Ao dizer esta frase logo após o discurso do governador Belivaldo Chagas (PSD), na abertura do “Simpósio de Oportunidades – Novo Cenário da Cadeia do Gás Natural em Sergipe”, quinta-feira (4), o empresário Sadi Gitz, 70 anos, sacou de um revólver e tirou na própria boca, matando-se.

O empresário estava na segunda fila da plateia e cometeu o suicídio logo após o pronunciamento do governador. O governo do estado de Sergipe emitiu nota lamentando o ocorrido e cancelou o simpósio, que ocorria no Hotel Radisson, na praia de Atalaia, em Aracaju, que tinha como participante o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, que falaria em seguida.

Ele cometeu suicídio durante um simpósio.
Foto divulgação

De origem judia, Sadi Gitz é um bastante conhecido em Sergipe. Ele fez parte de diversos órgãos de classe empresariais e era dono da Cerâmica Escurial, no município de Nossa Senhora do Socorro. Gaúcho, nascido no dia 13 de novembro de 1948, era engenheiro mecânico. Casado com a sergipana Simone Montes Gitz, tinha cinco filhos, sendo dois do próprio Sadi e três filhos dela, de casamento anterior.

Empresa em crise – A empresa de Sadi, amCerâmica Sergipe S/A, conhecida por Cerâmica Escurial, passa por dificuldades e está em processo de hibernação. Ele reclamava que o governo não teria dado incentivo para a empresa sair da crise. A instituição tinha uma dívida com a Sergas, empresa de gás pertencente ao governo estadual. Em nota, o governo de Sergipe lamentou o ocorrido.

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