Emoção em duas rodas

Confirmado! No segundo semestre de 2014, o Brasil volta ao calendário da MotoGP, uma espécie de Fórmula 1 das motocicletas. E será em Brasília!

Após dez anos de ausência, a motovelocidade retorna ao país, exatamente no momento em que surge um dos grandes fenômenos do esporte, um jovem espanhol de vinte anos que, em seu ano de estréia na categoria principal, já assombrou o mundo com cinco vitórias no campeonato, deixando para trás nomes como o italiano Valentino Rossi e os espanhóis Jorge Lorenzo e Dani Pedrosa.

O novo mito se chama Marc Márquez, campeão da Moto 2 no ano passado, que ascendeu à categoria principal logo na melhor equipe do mundo: a Honda/Repsol.

Os brasilienses terão a oportunidade de conferir ao vivo a consolidação desse fenômeno eas emoções da motovelocidade. Sim, o autódromo Nelson Piquet está confirmado como palco de uma das duas provas do campeonato em território sulamericano – a outra é Buenos Aires.

Diversas cidades pleitearam o direito de sediar a prova: São Paulo, Goiânia e até a pequena Curvelo, em Minas Gerais. Mas Brasília chegou na frente. A partir de agora, há muito trabalho a ser feito em pouco mais de um ano, tanto na pista quanto na infraestrutura para o público.

Inaugurado no início da década de 70, o autódromo precisa urgentemente de melhorias. Na etapa candangada StockCar – principalcategoria do automobilismo nacional – váriospilotos reclamaram das péssimas condições da pista. Recentemente, a piloto Vanessa Daya sofreu um grave acidente em uma corrida de motos e veio a falecer alguns dias depois. Mais uma vez, choveram críticas ao autódromo.

Para quem não acompanha de perto a motovelocidade, o último representante do Brasil havia sido Alexandre Barros, que se aposentou há seis anos. Em 2012, no entanto, voltamos a ter brasileiro na disputa: o paulista Eric Granado, estreou na Moto 2, mas apenas no meio da temporada, ao completar dezesseis anos, idade mínima exigida pelo regulamento. Como os resultados não vieram, Eric desceu de categoria e este ano corre pela Moto 3, a categoria de entrada do mundial.

Para quem gosta de velocidade, a MotoGP é um prato cheio. Como espetáculo, supera em emoção e plasticidade a Fórmula 1 que, aliás, possivelmente não terá nenhum brasileiro no próximo ano, pois Felipe Massa está praticamente fora dos planos da Ferrari.

Por falar em Fórmula 1, Brasília já sediou uma corrida da principal categoria do automobilismo. Tudo bem que foi uma prova extra-cameponato, apenas 12 pilotos participaram (dos 25 que participavam do mundial, mais da metade não veio) e o evento foi uma “carona” que a ditadura militar pegou com o sucesso de Emerson Fittipaldi, campeão dois anos antes.

Voltando à motovelocidade, esta é mais uma grandenotícia para nossa capital. Imediatamente após a realização da Copa do Mundo de Futebol, Brasília deverá se manter no centro das atenções do cenário esportivo internacional.

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