Em apoio à Petrobras e contra Cunha, grupo protesta em frente a ministério

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Manifestação foi organizada por integrantes do MST e outras entidades.Não houve confronto, diz a PM; militantes picharam vidros e tapetes
 

Militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de outras entidades trabalhadoras e estudantis fizeram protesto nesta sexta-feira (13) em frente ao Ministério de Minas e Energia, em Brasília. Eles disseram apoiar a Petrobras, serem contra o ajuste fiscal do governo federal e pediram o afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Não houve invasão, e a entrada de servidores não foi barrada.

Ao todo, 500 integrantes participaram do protesto, disseram os organizadores. Segundo a PM, era um grupo de 150 pessoas, que chegou a bordo de quatro ônibus. Os manifestantes picharam vidros e tapetes do ministério. Não houve confronto, disse a corporação.

A previsão é de que o grupo se reúna a partir das 10h em frente ao Museu Nacional para seguir em direção à Câmara. O objetivo é pedir a saída de Cunha, que segundo o grupo, “promove retrocessos nos direitos trabalhistas, a criminalização da juventude e dos movimentos sociais e sindicais, e dissemina o ódio”. A assessoria do deputado não se manifestou a respeito.

O movimento disse ainda que o protesto é em solidariedade aos petroleiros que estão de greve desde o iníco deste mês, contra as políticas da nova direção da Petrobras. A empresa afirmou nesta quinta-feira (12) que o prejuízo calculado pela empresa com desvios é de R$ 6,2 bilhões. De acordo com o laudo de perícia criminal anexado pela Polícia Federal em um dos processos da operação Lava Jato, o prejuízo causado pelas irregularidades na empresas descobertas pela Operação Lava Jato pode chegar à casa dos R$ 42,8 bilhões.

A Lava Jato investiga um esquema de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro envolvendo funcionários da Petrobras, diretores de empreiteiras e operadores. Conforme a investigação, as empreiteiras se organizavam em cartel para vencer licitações e se beneficiar de aditivos aos contratos. Essas empresas pagavam propina a diretores e gerentes da Petrobras, operadores e a partidos políticos como PP, PT e PMDB por doação eleitoral. As legendas negam que tenham recebido dinheiro ilícito.


 

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