Egoísmo, raiz de toda a miséria terrena

A pessoa egoísta é aquela que não foi estimulada a compartilhar ou não teve em casa exemplo de solidariedade e não buscou, por si mesma, o que deveria ter feito. Por isso, ainda não saiu da infância espiritual. Vive numa “bolha”, e não percebeu que vivemos num regime de interdependência. Não prestou atenção no ar que respira, no sol que lhe aquece, no colega que lhe ajuda nas atividades, nos favores que recebe constantemente ou na pobre mãe ou esposa que lhe suporta suas grosserias diárias.

Pobres humanos! Às vezes, uma vida de 90 anos e nenhuma lembrança de generosidade, exceto o corpo podre num túmulo servindo de alimento para os germes, contra a sua vontade.

No livro “Alma do Mundo”, o conhecido psiquiatra Inácio Ferreira, por meio da mediunidade de Carlos Bacelli, analisa este assunto. Vejamos:

“Na raiz de quase todo processo de loucura existe um sentimento de rancor, de mágoa, de falta de perdão. Sentimentos de alegria e de tristeza, em alternância, são naturais na jornada evolutiva. O que não deve ocorrer é a pessoa receber o diagnóstico de bipolaridade, cruzar os braços, e entregar-se aos barbitúricos. Não há bipolaridade que não possa se curar com uma vassoura nas mãos e uma praça, como a de Xangai, para varrer…

“Você já pensou, por exemplo, em ser o próximo benfeitor? A próxima mão estendida? O próximo a se devotar a uma causa nobre? Você estende a sua mão a um mendigo na rua? Sabe o nome dele? Deu-lhe um abraço? Já perguntou onde mora? Pensou que não é ele quem deve ser o seu próximo, mas você quem deve ser o próximo dele? Você é o próximo! O próximo escolhido para ser o próximo do seu próximo! O escolhido para compreender, servir, perdoar, devotar-se. Enfim: Amar sem ser amado!

“O seu próximo não tem obrigação de amá-lo, mas você, na condição de próximo dele, tem! Quase não atendo a ninguém com a Síndrome de Francisco de Assis, de Vicente de Paula, de Tereza Dávila, de Chico Xavier. Quem não muda o modo de pensar não muda os rumos da própria vida. O amor é universal! Ele não pode ser de alguém com exclusividade. Todos pertencemos a todos. ‘Toda essa existência é sua família, e se o seu coração não estiver cheio de amor pelo todo, nessa mesma proporção sua vida se reduzirá’”.

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