Efeito protetor dos chás de Camellia sinensis

Os chás verde, branco, vermelho e preto são todos derivados da Camellia sinensis, planta originária do sudeste asiático. A diferença entre eles está nas formas de colheita e fermentação de cada um. O chá verde tem as folhas aquecidas e secas, resultando na oxidação dos seus componentes, o chá branco é coletado antes de suas flores se abrirem, quando há brotos cobertos por fina penugem esbranquiçada. Então, os brotos e as folhas da planta são cozidos ao vapor e submetidos à secagem. Este preparo assegura uma concentração maior dos princípios ativos. O chá vermelho fica armazenado por mais tempo, e é nessa etapa que adquire a sua coloração característica. Já o chá preto, passa por fermentação e tem as folhas e caules utilizados, além de apresentar alto teor de cafeína.

As plantas tem sido utilizadas largamente na história do homem como produtos terapêuticos. Os chás são infusões e são considerados a forma mais popular de utilização dos diferentes produtos de origem vegetal com fins terapêuticos. Alguns deles são ricos em compostos biologicamente ativos como flavonóides, catequinas, polifenóis, entre outras substâncias que podem trazer benefício na prevenção de certas doenças.

Os flavonóides e catequinas, com destaque para a epigalocatequina,  são os principais componentes químicos terapêuticos da C. sinensis, e apresentam importante ação antioxidante, ou seja, combatem radicais livres, reduzem inflamação e previnem doenças cardiovasculares. Estudos também mostram os efeitos lipolíticos desses chás, portanto, eles ajudam a emagrecer, além de reduzir a lipogênese, formação de gordura corporal.

Alguns estudos mostram que tomar o chá verde ou os demais chás da C. sinensis não garante que seus compostos sejam bem absorvidos. A adição de vitamina C pode melhorar a biodisponibilidade das catequinas desses chás, efeito que pode ser facilmente e saborosamente conseguido acrescentando gotas de limão ao final da preparação do chá.

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