Editorial: Democracia e independência

 

No domingo (28), encerra-se o período eleitoral. Cento e quarenta e sete milhões de brasileiros aptos a votar vão às urnas escolher o próximo presidente da República. Em 13 estados, também acontece o segundo turno nas disputas para governador, a exemplo do Distrito Federal. Na Capital da República, 2 milhões de eleitores decidirão se Rodrigo Rollemberg continuará ocupando a principal cadeira do Palácio do Buriti ou se deverá cedê-la a Ibaneis Rocha a partir de primeiro de janeiro do próximo ano.

Desde o encerramento da Copa do Mundo da Rússia, no dia 15 de julho, o assunto mais discutido no Brasil é a política. No Brasília Capital não foi diferente. A maioria das páginas das 20 edições semanais impressas de lá até esta, e das notícias publicadas no portal bsbcapital.com.br, foi dedicada a ajudar os eleitores na escolha dos seus representantes para os próximos quatro anos.

Ao todo, foram 36 entrevistas com candidatos aos diversos cargos em disputa. Dos 17 postulantes às duas cadeiras do Senado, nove se apresentaram ao eleitores pelas páginas deste semanário, inclusive os dois eleitos – Leila do Vôlei e Izalci Lucas. Não fizemos – e não fazemos – distinção de partidos ou ideologias.

Participaram das entrevistas e lives no Facebook políticos de esquerda, de direita, tradicionais, novatos, com ou sem chances reais de serem eleitos. A abertura desses espaços foi feita de forma democrática e imparcial, como deve ser a imprensa livre que defendemos e praticamos.

A informação rasa que o eleitor brasileiro encontrou durante este período em notícias falsas espalhadas nos grupos de WhatsApp e outras redes sociais não obteve repercussão neste Brasília Capital, que está presente em todos os meios digitais disponíveis.

A política local teve alguns pontos de destaque no Brasília Capital. Em outubro de 2017, um ano antes das eleições, fomos o primeiro veículo a entrevistar um pré-candidato ao GDF até então desconhecido da maioria dos brasilienses: o advogado e ex-presidente da OAB-DF, Ibaneis Rocha. Ele se apresentava como outsider e garantia que Rollemberg “não venceria por W.O novamente”. Ele venceu o primeiro turno e lidera as pesquisas às vésperas do segundo turno.

Em abril, o senador Cristovam Buarque, que ajudou a eleger o atual governador, disparou: “Rollemberg foi um governo sem legado”. Os petistas Wasny de Roure e Marcelo Neves usaram o mesmo espaço para responder ao ex-correligionário: “se aproximou muito de Temer”, disse o primeiro, e “é a maior representação de Judas para o povo brasileiro”, atacou o outro. Cristovam não se reelegeu e Rollemberg, embora em desvantagem, ainda luta para se manter no cargo.

Já Leila Barros (PSB) adotou a bola de vôlei como símbolo de sua campanha por sugestão do editor Orlando Pontes, que propôs a foto de capa da edição 377, em 18 de agosto, com a pose na Praça do Relógio, no centro de Taguatinga. Após a manchete “Uma cortada na corrupção”, a candidatura da ex-atleta saiu da quarta colocação nas pesquisas para o primeiro lugar. Leila será a primeira mulher a representar Brasília no Senado Federal. Coincidência?

Um furo de reportagem após a apuração do votos do primeiro turno divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral garantiu ao portal bsbcapital.com.br enorme audiência. Trata-se da batalha judicial que virou a eleição para deputados distritais e federais, segundo interpretação do advogado Paulo Goyaz. A matéria repercutiu em todos os veículos de comunicação da capital. Mas foi publicada primeiro aqui.

Portanto, nossos leitores têm todos os motivos para continuar nos acompanhando nesta jornada, bebendo diretamente na fonte a água limpa das notícias verdadeiras, veiculadas em primeira mão por um veículo de credibilidade e que, muitas vezes, está à frente dos fatos divulgados pela imprensa convencional.

Bom voto a todos. E que vença a democracia!

Fonte:

Deixe um comentário