Duas mulheres são agredidas por hora no DF

Paixão, amor, possessão, agressão e, por fim, morte. Pelo menos duas mulheres são vítimas de violência por hora no DF, segundo dados da Polícia Civil. No ano passado, foram registrados 17.675 casos de violência previstas pela Lei Maria da Penha. Destes, 6.272 foram ameaças; 4.870, ofensa; 3.288, lesão corporal e 2.166 casos de violência sem lesão. Em 2012, oito mulheres morreram.
Na última sexta-feira, a vítima foi Fernanda Grasielly de Oliveira, de apenas 25 anos. O autor: o ex-marido, Victor Medeiros Borges, 29 anos, que rejeitado pela mulher, vítima de constantes agressões,  esfaqueou-a covardemente até a morte, dentro da loja onde ela trabalhava, em um shopping do Cruzeiro.
Segundo o sociólogo Julio Jacobo, responsável pela elaboração do Mapa da Violência no Brasil, após a Lei Maria da Penha (Lei 11.340, publicada em 7 de agosto de 2006),  aumentou o número de denúncias apresentadas pelas mulheres. “O que antes pertencia à estrita esfera privada, familiar, hoje entrou para a esfera pública, propiciando as denúncias”, disse.
Acima da média
Dados do Mapa da Violência 2012 indicam que o DF está em oitavo lugar no ranking das unidades da Federação com maior taxa de homicídio de mulheres. Para cada grupo de 100 mil mulheres, 5,8 são assassinadas no Distrito Federal. A taxa está acima da média nacional, de 4,4 assassinatos. O estado que registra mais casos é o Espírito Santo, com 9,4 assassinatos por 100 mil mulheres. 

Fonte: Jornal de Brasília

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