Dieta do mediterrâneo

Uma pesquisa publicada na semana passada por uma revista de grande impacto no meio científico mostrou que a dieta mediterrânea, baseada no padrão alimentar dos povos da região do Mar Mediterrâneo, na Europa, reduz em até 30% o risco de doenças cardiovasculares, especialmente, derrames e infartos, que são a principal causa de mortes no Brasil e no mundo.

A dieta mediterrânea tradicional se caracteriza pela abundância de cereais e seus derivados integrais (pães e massas integrais), verduras e legumes, frutas e frutas secas, nozes e castanhas, azeite de oliva como principal fonte de gordura da dieta, consumo regular de pescado, aves, produtos lácteos e ovos, e baixo consumo de carne vermelha. Uma pequena quantidade de vinho também faz parte das principais refeições. Esse padrão alimentar é pobre em gordura saturada, rico em fibra, e tem alto conteúdo de ácidos graxos monoinsaturados derivados do azeite de oliva.

Nessa pesquisa, mais de 7.000 espanhóis, homens e mulheres, na faixa dos 55 aos 80 anos, período considerado crítico para as doenças do coração, foram acompanhados durante quase cinco anos. Todos apresentavam fatores de risco para doenças cardiovasculares, como excesso de peso, hipertensão, colesterol elevado ou diabetes. Os participantes foram divididos em três grupos. O primeiro seguiu uma dieta com pouquíssima gordura. E os outros dois grupos seguiram a dieta mediterrânea, sendo que um grupo focava no consumo do azeite de oliva e o outro, no consumo de nozes e castanhas.  Os benefícios da dieta mediterrânea logo foram verificados entre os dois grupos que a seguiam, e o estudo foi interrompido, pois se tornou antiético deixar as pessoas no grupo que não fazia a dieta do mediterrâneo sem acesso ao benefício trazido por esse padrão alimentar.

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