DF terá ecopontos

O Distrito Federal terá, até o próximo ano, 30 ecopontos distribuídos em toda a cidade. Os equipamentos serão construídos pelo Sistema de Limpeza Urbana (SLU), a princípio nas regiões de Taguatinga, Ceilândia, Brazlândia, Sobradinho 1, Gama, Asas Sul e Norte.

 

A meta é que outros 70 sejam construídos em 2015. Eduardo Brandão, secretário de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos (Semarh), explicou que os ecopontos substituirão as áreas irregulares de descarte de lixo espalhadas pela cidade. “Hoje temos quase 600 áreas de bota-fora clandestinas. Os ecopontos serão destinados para descarte de resíduos volumosos como sofás e resíduos da construção civil, em pequenas quantidades”, disse.

 

Segundo dados técnicos da Semarh, 49% desses resíduos são descartados por carroceiros, 13% por particulares e 37% por empresas. O lixão da Estrutural recebe cerca de 9 mil toneladas de lixo por dia. Do total, 70% são resíduos da construção civil e os outros 30%, de lixo domiciliar urbano e comercial. “Temos o maior lixão a céu aberto da América Latina e ainda pagamos caro para mantê-lo aberto, por não ser a disposição final adequada desse material”, informou Brandão.

 

“Com a instalação dos equipamentos, além da destinação correta do lixo, o governo poupará metade do que é gasto hoje em logística de recolhimento, por exemplo. Fora a possibilidade de reutilização do agregado resultante do resíduo da construção civil”, disse o secretário.

 

Outra ação em andamento pelo GDF é a criação das Áreas de Transbordo, destinadas, exclusivamente, ao recebimento de resíduos de construção civil em grande volume. Para o DF, estão previstas oito áreas em diferentes Regiões Administrativas. A de Ceilândia e a da Estrutural já estão em processo licitatório pela Novacap. As demais aguardam soluções de questões urbanísticas, fundiárias e ambientais.

 

O Comitê Gestor de Resíduos da Construção Civil e de Volumosos, do qual a Semarh é a coordenadora, formado por diversos órgãos do GDF, tem metas a serem cumpridas no que tange à reutilização desses resíduos. Para 2014, o objetivo é utilizar 10% do agregado em pavimentação asfáltica; em 2015, essa porcentagem aumentará para 20% e em 2016, para 30%.

 

Para o DF, ainda estão previstos a abertura do Aterro Sanitário Oeste, a implantação da coleta seletiva, além de todas as ações de inclusão de catadores. Recentemente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) repassou um apoio financeiro, não reembolsável, de R$ 21,3 milhões para ser aplicado em projetos de inclusão de catadores. O dinheiro, que também recebe o mesmo montante de investimento do GDF, está destinado à instalação de 12 centrais de triagem e também prevê assistência dos centros, equipagem e capacitação dos trabalhadores. “São cerca de três mil catadores no DF recebendo, em média, um salário-mínimo por mês. Com a nova política de resíduos sólidos, temos a meta de aumentar esta renda em 50%, a princípio”, conclui Eduardo Brandão.

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