DF terá Centro de Tecnologia em Piscicultura

Pescadores artesanais, produtores rurais, estudantes, técnicos e piscicultores serão beneficiados com a construção do Centro de Referência em Piscicultura do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (Ride-DF), na Granja do Ipê. O projeto está em fase de elaboração e deve ficar pronto em até 90 dias.

 

A empresa contratada também fará, nesse mesmo prazo, o projeto de ampliação e reforma do Mercado do Peixe de Brasília, na Ceasa, mas a entrega deverá ser antecipada. “De acordo com a representante da empresa contratada, os projetos deverão ser entregues até meados de abril”, explicou o chefe do Núcleo de Tecnologia em Piscicultura e Pecuária, da Secretaria de Agricultura, Lincoln Oliveira.

 

Serão investidos quase R$ 4,5 milhões na construção do Centro de Referência em Piscicultura. Os recursos foram adquiridos por meio de convênio com o Ministério da Pesca e Aquicultura. O GDF terá contrapartida de R$ 1,5 milhão.

 

O novo centro tecnológico terá laboratórios para estudos sobre a nutrição dos peixes, estruturas de reprodução e estocagem de alevinos (filhotes), reprodução de espécies nativas e exóticas, além da construção de usina de ração de pequeno porte.

 

Na Granja do Ipê existe estrutura para a criação de alevinos e de peixes adultos, além de espaço para serem ministrados cursos sobre piscicultura. Com o convênio, será ampliado o número de viveiros (hoje são 20) e o local ganhará 10 tanques novos, com 200 metros cada – o que potencializará a produção para, no mínimo, 2,5 milhões de alevinos de espécies nativas e exóticas por ano.

 

As obras no Mercado do Peixe permitirão criar mais emprego e renda, além de ampliar o acesso a alimentos saudáveis e de qualidade aos brasilienses. “Pretendemos fazer uma ação integrada que fortaleça a participação dos produtores do DF e do Entorno no mercado de pescado, que é muito forte em Brasília. Toda a cadeia produtiva será beneficiada, desde a produção até a comercialização”, explicou o subsecretário de Desenvolvimento Rural, José Nilton Campelo.

 

Ainda segundo Campelo, com as obras no mercado, o GDF ampliará em cinco vezes a capacidade de processamento de pescados no local, que hoje é de uma tonelada ao dia. Ele acrescentou que também será concedido mais suporte aos produtores que fornecem aos programas de compras do governo, além de mais conforto para os consumidores.

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