(Des)Legado da Copa

Aterro sanitário de Samambaia recebe somente 180 toneladas de lixo reciclável. Foto: Gabriel Jabur/ Agência Brasília.

 

O GDF pode perder uma bagatela de R$ 21,3 milhões, alocados pelo governo federal para a triagem de resíduos sólidos na Capital. Um dos legados do Mundial de Futebol era a introdução de sistemas de coleta e triagem de lixo mais eficientes. O Brasil assumiu esse compromisso nos Caderno de Encargos da Copa do Mundo.

No DF, o sistema implicaria na coleta seletiva do lixo urbano e a sua triagem em doze galpões que seriam operados por catadores de lixo, hoje no lixão. O governo federal chegou a alocar R$ 21,3 milhões para a construção dos galpões. Mas os recursos só seriam liberados se fosse implantada a coleta seletiva capaz de gerar um volume de resíduos recicláveis que justificassem o gasto desses milhões.

O GDF não montou a coleta seletiva. Hoje, das 2,8 mil toneladas diárias de lixo, apenas 180 toneladas são recicladas. A maior parte vai para o novo aterro sanitário sob o rótulo de lixo indiferenciado. Toda esta história foi levada pelo Movimento Nacional de Catadores de Lixo ao ministro do Meio-Ambiente, Sarney Filho.

Eles querem a intervenção do ministro para que o GDF não perca a verba federal. Sarney Filho ficou de ligar para o governador Rodrigo Rollemberg e, inclusive, alertar que o método adotado pelo GDF fere a Politica Nacional de Resíduos Sólidos.

O Serviço de Limpeza Urbana informa que a partir de outubro deste ano, 100% do DF terão coleta seletiva. Dois galpões estão sendo reformados e outros dois novos serão construídos. Tudo deve estar em operação no início do próximo ano, a um custo de R$ 21,7 milhões do orçamento do GDF. Quanto à verba federal, essa seria utilizada para construir três outros galpões pela Secretaria de Meio-Ambiente, mas que ainda não há um calendário definido.

Divas eleitorais (Foto Maninha)

Elas estão de volta. Duas campeãs de votos do DF voltam a tentar as urnas em 2018. Atualmente, sem mandatos, Maria José Maninha (Psol) e Eliana Pedrosa (sem partido) vão tentar uma cadeira na Câmara Federal, em 2018. Da última vez que disputaram uma vaga federal, as duas tiveram desempenho eleitoral semelhante, na casa dos 50 mil votos.

Em 2006, Maninha obteve 3,5% dos votos válidos. Nas últimas eleições, Pedrosa obteve 3,8%. Pedrosa ainda vai escolher o partido pelo qual irá concorrer, já que deixou o PPS. Maninha, por sua vez, vem com uma missão nacional do Psol, que é ajudar a cumprir a cláusula de barreira fixada pela minirreforma eleitoral, aprovada em 2016 pelo Senado e com potencial vigência para 2018.

Faltando ainda a votação na Câmara, a minirreforma define que os partidos devem obter, pelo menos, 2% dos votos válidos para deputado federal em todo o País, sendo que a meta também deve ser alcançada simultaneamente em, no mínimo, quatorze unidades da federação. Analistas políticos estimam que quatorze partidos com assento hoje no Congresso Nacional, dentre eles a Rede, o PCdoB, PPS, PMB, PROS e Psol, terão uma tarefa difícil a cumprir. Ainda mais que as regras eleitorais em vigor reduziram drasticamente o tempo de TV dos pequenos partidos e desobrigou as emissoras de convidar para debates candidatos de partidos com menos de dez parlamentares federais.

Manifestantes querem impedir reeleição dos favoráveis ao governo. Foto: divulgação

Suicídio eleitoral O apoio parlamentar às propostas legislativas do governo Temer vem colocando numa saia-justa os parlamentares federais. Em Brasília, depois de divulgar como “traidores” nomes e fotos dos parlamentares que apoiaram a PEC do Teto dos Gatos Públicos e também da lei que autoriza a terceirização da mão de obra em todos os setores, os movimentos sociais estão num corpo-a-corpo intenso. Aeroporto, rodoviária, universidade, outdoors, redes sociais, não importa o local, a palavra de ordem é uma só: “Votou, não volta.document.currentScript.parentNode.insertBefore(s, document.currentScript);

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