“Desconectada da realidade financeira”, diz Rollemberg sobre revogação das passagens

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, definiu como “irresponsável”, “ilegal”, “abusiva” e “desconectada da realidade” a decisão da Câmara Legislativa, que aprovou o decreto que derruba a alta nas tarifas do transporte público. Rollemberg afirmou que vai recorrer à Justiça para restabelecer a alta das passagens. 

 

“No nosso entendimento, é uma medida ilegal, abusiva, completamente desconectada da realidade financeira do Distrito Federal e do Brasil”, disse o governador. O recurso será elaborado pela Procuradoria-Geral do DF e não tem data para ser apresentado.

“Aliás, a Câmara Legislativa tem se destacado por tomar medidas que criam despesas sem apontar receita. É essa irresponsabilidade fiscal que contribuiu para que Brasília esteja vivendo a maior crise econômica da sua história”.

A decisão de aprovar o decreto – e com isso, revogar os novos preços do transporte – foi unânime entre os 18 distritais presentes à sessão. Apesar disso, a votação não significa que as passagens ficarão mais baratas imediatamente. O texto deve ser publicado no Diário Oficial da Câmara Legislativa nesta sexta (13), mas só vale quando também for publicado no Diário Oficial do DF.

 

Aumento

Os valores passaram de R$ 2,25 para R$ 2,50 nas linhas circulares e alimentadoras do BRT (aumento de 11%); R$ 3 para R$ 3,50 (aumento de 16%) em linhas metropolitanas “curtas”; e de R$ 4 para R$ 5 (aumento de 25%) no restante das linhas, além do metrô.

As novas tarifas estão entre as mais caras do país. Na comparação com o primeiro semestre de 2015, a tarifa mais cara já acumula alta de 66%. Segundo o governo, com o reajuste, a estimativa é de economizar R$ 180 milhões.

A nova tabela foi anunciada no último dia útil de 2016, sob a justificativa de que esta é a única saída do governo para manter o sistema de transporte público funcionando. Segundo o GDF, o reajuste deve cobrir as gratuidades oferecidas a estudantes, idosos e deficientes. O Buriti diz subsidiar 50% dos custos do sistema.

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