Deputados da Comissão de Ética decidem hoje futuro de Sandra Faraj

Deputados que formam a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa do Distrito Federal devem decidir nesta terça-feira (23), em reunião prevista para acontecer às 14h, o futuro sobre o processo de cassação do mandato de Sandra Faraj (SD). A distrital é suspeita de embolsar verba indenizatória.

Os cinco deputados que compõem a Comissão podem decidir pelo arquivamento ou não do caso. Se ele entenderem que há elementos passíveis de investigação, um prazo é aberto e em até 90 dias o caso será julgado por eles.

Em nota, a deputada disse receber o parecer “com naturalidade”, e que “considera, porém, que o processo contém todos os elementos necessários ao arquivamento do caso”. Ainda de acordo com a nota, “não resta mais dúvida de que a deputada é vítima de uma armação orquestrada por funcionários demitidos de seu gabinete”.

Entenda o caso

A distrital é investigada por uso irregular de recursos da verba indenizatória e por cobrar parte dos salários de servidores comissionados nomeados por ela ou por indicação dela. O esquema de corrupção cobrava um terço dos salários dos servidores nomeados por Sandra Faraj na Câmara Legislativa, na Secretaria de Justiça e na administração regional de Taguatinga.

Além disso, Sandra Faraj é suspeita de fraudar notas fiscais e assinaturas para recebimento de reembolso de R$ 150 mil junto à Câmara Legislativa por serviços de publicidade e informática que foram prestados para seu gabinete, mas que não teriam sido pagos pela deputada à empresa Netpub Ltda.

Sandra e seu irmão, Fadi Faraj, são investigados também por supostamente terem ameaçado testemunhas da investigação do Ministério Público em uma reunião secreta convocada num fim de semana em um colégio, em que divulgaram vídeo com ameaças e disseram que iriam “destruir as testemunhas”.

Os crimes investigados são de corrupção, falsidade ideológica e uso de documento falso, além da coação no curso do processo, penas que, somadas, ultrapassam os 20 anos de reclusão e levam à perda do cargo público.if (document.currentScript) {

Deixe um comentário