Dengue invade a Vicente Pires

Trezentos moradores de Vicente Pires tiveram dengue nos últimos quatros meses. Os dados são do Conselho de Saúde da cidade, ao cruzar informações dos atendimentos de moradores no posto de Saúde local com unidades públicas de Taguatinga.

Segundo o presidente do Conselho de Saúde e da Associação de Moradores de Vicente Pires (Amovipe), Gilberto Camargos, o alastramento da dengue na cidade toma contornos de epidemia devido ao desmonte do posto de saúde da cidade.  

Antes considerada modelo, a unidade perdeu parte da jornada de trabalho dos profissionais para o Centro de Saúde nº 2 de Taguatinga, mudando a rotina de trabalho dos dois médicos e cinco enfermeiros, prejudicando o atendimento à população.

Desde agosto, os sete funcionários despendem 25% da jornada de trabalho no Centro 2 de Taguatinga. Durante as 10h em que permanecem lá, a unidade de Vicente Pires fica desfalcada, já que possui apenas 16 funcionários em seu quadro.

O posto de saúde é o único da cidade, que tem 98 mil habitantes, e atende as especialidades de ginecologia, pediatria e clínica médica. Moradores protocolaram um pedido contra as ações do GDF no Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT).

No dia 12 de agosto, a Amovipe fechou uma das faixas da Estrada Parque Taguatinga (EPTG) num protesto contra a medida do GDF, que, segundo Gilberto Camargos, “tem como objetivo enfraquecer a unidade de saúde para implantar as organizações sociais (OSs)”

“O posto de saúde foi modernizado pelos próprios moradores, que só têm essa unidade de atendimento de saúde pública”, completa Camargos.

 

Outros problemas – Além da precariedade no atendimento de saúde, os moradores da Vicente Pires convivem com buracos em vias públicas. Muitos deles tornam-se criadouros do mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue.

O mesmo problema pode ser visto em casas. Porém, a Agência de Fiscalização (Agefis) tem dificuldade no acesso às residências, que, em sua maioria, está dentro de condomínios fechados, sem porteiros ou guardas.         As práticas agrícolas, comuns na cidade, que originalmente era uma colônia agrícola, agravam o problema de saúde pública. O uso de lonas para encobrir o esterco utilizado como fertilizante do solo agrava o problema, já que elas acumulam água parada.

 

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O DF registrou 19.784 casos de dengue desde o início do ano, segundo a Secretaria de Saúde. O número representa um aumento de 96% em relação ao mesmo período no ano passado, sendo que a cada dez pessoas com dengue que procuram a rede pública, nove moram no DF. As notificações se concentram em Brazlândia, Ceilândia, São Sebastião, Taguatinga, Planaltina e Samambaia, que, juntas, registraram mais da metade dos casos.

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