Débitos de parlamentares federais na dívida ativa chegam a R$ 3 bilhões

A Coordenação-Geral de Estratégias de Recuperação de Crédito da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional divulgou a lista de parlamentares federais com débitos inscritos na dívida ativa da União. Os tributos não pagos por suas excelências chegam a R$ 3 bilhões. Muitos deles tentam arrochar o trabalhador na reforma da Previdência e na Trabalhista, enquanto buscam aprovar no Congresso condições especiais e até anistia de multas e juros num projeto para quitar parceladamente suas dívidas. Deveria existir uma espécie de serasa eleitoral. Quem deve dinheiro ao Poder Público deveria ser impedido de se candidatar. Logo, logo, tudo estaria pago.

Bessa também está entre os deputados devedores

DF 

Deputado do PSDB afirma que as dívidas foram feitas em 2003, mas estão sendo pagas de forma parcelada

Da bancada do DF, aparecem os deputados Izalci Lucas (PSDB) e Laerte Bessa (PR). Segundo a Procuradoria da Fazenda, Bessa deve R$ 10.844,24. Izalci Lucas aparece em dois processos: um como corresponsável da empresa Consulthabil Contadores Ltda – EPP (R$ 224.513,85) e outro na condição de sócio da mesma empresa (uma dívida de R$ 233.514,53), totalizando R$ 458.028,38. Bessa não retornou nossas ligações. Izalci informou se tratar de uma empresa da qual foi sócio até 2003 e que a dívida vem sendo paga parceladamente “de acordo com a lei 10.684/2003 – PAES”. Porém, segundo a Procuradoria, o montante já se encontra em dívida ativa, ou seja, consolidada.

Dobradinha

Mesmo assim, apesar de a lei não permitir, Izalci já está em campanha eleitoral, ao lado do senador Hélio José (PMDB). O primeiro quer ser candidato a governador, e o segundo, à reeleição. Cogita, inclusive, mudar do PMDB para o PEN, para garantir a legenda. Ambos contarão com o apoio do PSL, que em 2014 apoiou a chapa Agnelo Queiroz-Tadeu Filippelli.

Resgatar Brasília

É possível que a chapa Izalci-Hélio José venha a se chamar Resgatar Brasília. E já tem até uniforme: camisa polo, azul, com a Ponte JK como símbolo. (Alô Ministério Público, isso não configura brinde eleitoral e campanha fora de época?).

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