De casaca e chuteiras

Dia 23 de outubro, quando Edison Arantes do Nascimento, ou o Dico, melhor ainda, o Pelé completar 80 anos, será lançado em sua homenagem, no Museu do Futebol, no Pacaembu, em São Paulo, o livro “De casaca e chuteiras– A Era dos Grandes Dribles na Política, Cultura e História”, do jornalista mineiro-brasiliense Silvestre Gorgulho.

O livro começou a ser escrito em 4 de novembro de 2010, quando o arquiteto Oscar Niemeyer, a pedido do autor, deu a Pelé o projeto de um Monumento para ser construído em Santos, em frente ao Museu Pelé.

Segundo o autor, Silvestre Gorgulho, o livro é resultado de 10 anos de pesquisas, de viagens, de muita leitura e de buscas em jornais da época em cinco cidades: São Lourenço, onde o pai de Pelé jogou em 1943 e 1944, em Três Corações, em Campos Gerais, em Bauru e Brasília.

Fios condutores

Silvestre Gorgulho explica que o leitor terá uma visão ampla da Era Pelé. Por dois motivos: primeiro porque o livro tem três fios condutores para resgatar histórias, casos, dados, referências, fatos, fotos e registros. Segundo porque tem a participação de pessoas importantes na vida do Rei, como o arquiteto Oscar Niemeyer, o ex-presidente da FIFA João Havelange (que deixou escrito o Prefácio do livro), o governador João Doria, que faz a apresentação do livro, o cineasta Aníbal Massaíni (que faz a apresentação de Pelé) e do fiel escudeiro José Fornos Rodrigues – Pepito, que escreve a ‘orelha’ do livro.

Quanto aos três fios condutores que “nasceram” no ano de 1956, vale a pena lembrá-los:

1)     Juscelino Kubitschek de Oliveira que tomou posse na Presidência da República em 31 de janeiro de 1956;

2)     Brasília que nasceu no papel em 18 de abril de 1956, quando JK assinou o Projeto-de-Lei, ou Mensagem de Anápolis, propondo ao Congresso Nacional a mudança da capital do Rio de Janeiro para o Planalto Central com a construção de Brasília;

3)     Pelé que fez, em 7 de setembro de 1956, seu primeiro jogo profissional pelo Santos 7 x 1 Coríntians de Santo André, com apenas 15 anos. Pelé ganhou sua primeira taça, o Troféu Tiradentes. E o goleiro Zaluar, do Santo André, leva o primeiro dos 1.285 gols do Rei durante a carreira.

Os três eventos deram a largada para uma era de ouro do Brasil.  Os brasileiros viveram o nascimento da Bossa Nova, do Cinema Novo, a conquista da primeira Copa do Mundo, as vitórias de Maria Esther Bueno no tênis, os nocautes de Éder Jofre e, até o título de campeão mundial de basquete, como lembra o governador de São Paulo, João Dória, no texto de apresentação do livro.

A ideia de reunir no tempo, com riqueza de documentos e imagens, esses fatos para encontrar uma nova forma de abordar o período mais efervescente do país, faz da obra de Silvestre Gorgulho uma leitura prazeirosa que oferece uma visão simultânea do Brasil à época, sob a síntese feliz de Grandes Dribles na Política, Cultura e História”.

O autor

O jornalista, escritor e poeta Silvestre Gorgulho (73 anos) é referência em Cultura e em Meio Ambiente. É reconhecido por defender ações de educação, de desenvolvimento sustentável e na produção de tecnologias limpas para a defesa da natureza e valorização da cidadania. Há 31 anos, fundou a primeira publicação ambiental da América Latina: a Folha do Meio Ambiente. Por 28 anos fez a Folha do Meio impressa, chegando a uma tiragem de 80 mil exemplares. Desde 2016, a Folha do Meio Ambiente está apenas nas plataformas digitais.

É autor ainda de quatro livros:

“A Flor Do cerrado”, “A Torre Digital de Brasília” (última obra de Oscar Niemeyer inaugurada com o arquiteto ainda vivo), “Brasília, Meio Século da Capital do Brasil”, “Luau de Mim” (poesia) e “Água, gestão e valores””.

Lançamento:  23/10
Local: Museu do Futebol, no Pacaembu
Horário: 20 horas

Fonte: Capital Político (https://capitalpolitico.com/de-casaca-e-chuteiras/)

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