Dalai Lama, um mestre moderno

Há alguns anos fui à Universidade de Brasília (UnB) para ouvir Dalai Lama, o representante máximo do budismo tibetano, e notei que não só eu, mas os demais presentes, ficamos encantados com a sabedoria, simplicidade, alegria e compaixão demonstrados por este verdadeiro Mestre.

É incrível como alguém, cujo discurso, se resume em “meditação” e “compaixão”, possa fazer tanto sucesso, mas, pensando bem, é exatamente  isso que precisamos. Meditação para aquietar a mente, e compaixão para que a vida tenha “sabor”.

Ouvindo tantos oradores, das mais diversas religiões, fico decepcionado quando tento conversar com eles após a palestra, e percebo a frieza e a distância, muito longe das palavras recém-proferidas. Alguns fazem cursos de oratória, ensaiam em frente aos espelhos com o intuito de impressionar os ouvintes, mas na prática, não demonstram o mínimo de atenção e compaixão a menos que o interlocutor seja alguém conhecido do meio artístico ou da política.

São oradores que comentam os ensinamentos de Cristo, esquecidos da compaixão e atenção demonstradas por ele, principalmente, com os chamados “estropiados” do caminho. O Frade católico Frei Beto, ao questionar Dalai Lama sobre qual religião seria melhor, esperando obter uma resposta exclusivista como é do costume da maioria dos religiosos, ouviu esta pérola:

“A melhor religião é aquela que te faz mais humano, mais compassivo”.

Melhor resposta, impossível.

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