Companhia de água do DF, Caesb não media próprio consumo até agosto

Edíficio sede da Caesb, em Brasília (Foto: Google/Reprodução)

Edíficio sede da Caesb, em Brasília (Foto: Google/Reprodução)

Responsável pelo abastecimento das casas e pela aplicação do racionamento de água e da taxa de contingência no Distrito Federal, a Caesb não media o consumo de água do próprio edifício sede do órgão, em Águas Claras, até agosto do ano passado. O dado foi obtido por meio da Lei de Acesso à Informação.

Em nota, a companhia afirmou que “não cabe a Caesb faturar a própria Caesb”. De acordo com a empresa, a instalação dos hidrômetros foi feita para que houvesse um controle mais efetivo do consumo de água.

Para o professor de arquitetura e urbanismo da UnB Frederico Flósculo, apesar de não existir uma regulamentação que obrigue prédios públicos a medirem o próprio consumo, há normas técnicas que impõem a implementação de hidrômetros para registrar o gasto com água.

De acordo com Flósculo, medir o próprio consumo a partir de agosto foi uma decisão política “mais do que técnica”. “É uma porta aberta, uma sangria, um desrespeito”.

Prédios públicos

Nos últimos meses, apesar de enfrentar a pior crise hídrica da história, alguns prédios públicos aumentaram o consumo de água. Como a residência oficial da Presidência da República, que aumentou em mais da metade o consumo de água em dois anos.

Segundo relatório obtido pela Lei de Acesso à Informação, só com água, o Alvorada gastou no ano passado R$ 1,6 milhão – R$ 640 mil a mais do que em 2015.

Outro prédio público do DF que se tornou símbolo de desperdício foi a Residência Oficial de Águas Claras. Apesar de inabitado desde 2015, o local em que deveria morar o governador da capital consumiu cerca de 750 mil litros de água em 2016.

O volume corresponde ao consumo estimado de 75 casas de médio porte. Essa quantidade seria suficiente para abastecer uma escola com até 500 alunos.

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