Comodidade e dor de cabeça

Blitz do Procon no comércio eletrônico lista sites de empresas omissas

Estudo anual do líder em confiabilidade para pagamentos on-line, PayPal, aponta que o comércio eletrônico crescerá 200% até 2018. Com a economia mundial ainda em recuperação, esta é a melhor saída para empresas e exportadores melhorarem os negócios. Serão mais de 94 milhões de consumidores em sites estrangeiros, totalizando um faturamento de US$ 105 bilhões.

A internet facilitou a comunicação entre as pessoas, além de ser uma importante ferramenta de pesquisa. Para o mercado, é um importante instrumento de marketing que permite a aproximação entre os consumidores e a oferta de serviços. “O comércio transnacional não é novidade. As lojas em qualquer mercado estão cheias de mercadorias de outros países. A novidade é que agora se tornou mais fácil para os consumidores fazerem compras online diretamente com os comerciantes em todo o mundo”, ressalta o presidente do PayPal, David Marcus.

Os brasileiros estão entre os que mais buscam produtos em sites norte-americanos. “O estudo mostra o alto potencial de compra do brasileiro e demonstra que este mercado traz inúmeras oportunidades a diversos segmentos do comércio”, avalia o diretor geral do PayPal, Mario Mello.

Fique alerta

Essa nova relação de consumo, além de permitir a pesquisa de preços, permite que seja adquirido o artigo com o menor valor em pouco tempo. O enfermeiro Mário Rocha afirma que o conforto é uma das principais vantagens da compra online. “Na minha profissão, não tenho tempo de visitar lojas para fazer a melhor avaliação do que quero. A possibilidade de adquirir qualquer tipo de artigo e recebê-lo em casa é o diferencial para mim”.

Apesar das vantagens, o meio online tem causado insatisfação a alguns consumidores. Entre as irregularidades mais recorrentes estão a falta de informações sobre o direito de arrependimento, a não indicação do endereço ou demais dados para contato, e a falta do CPF ou do CNPJ do fornecedor, caso haja interesse de denúncia.

O Procon-DF disponibilizou, na segunda-feira (29), a lista de sites em que foram encontradas irregularidades pela sua equipe de fiscalização durante a ‘Blitz do Comércio Eletrônico’. “Internet não é mais terra sem lei. É nosso dever garantir a segurança e a transparência em todas as relações de consumo”, ressalta o diretor do órgão, Todi Moreno.

De janeiro a julho, foram registrados 569 atendimentos no Procon referentes a problemas de consumidores com sites de ofertas. Dos 73 sites de comércio eletrônico fiscalizados, 49 apresentaram algum tipo de inadequação ao decreto presidencial nº 7.962, que estabelece regras para as compras pela Internet.

Cuidados

É aconselhável evitar usar sites de empresas desconhecidas ou hospedados no exterior, pela dificuldade de comunicação. Compras com cartão de crédito e que necessitem de dados pessoais no cadastro devem ser feitas com atenção redobrada, visto que qualquer vírus no computador pode repassar dados a criminosos interessados em fraudes.

O advogado Airton Moraes adverte que imprimir a oferta do site e os comprovantes da transação efetuada pelo consumidor é fundamental, para evitar cancelamento unilateral pela empresa. “A posse desses documentos impressos permite a exigência do cumprimento forçado da oferta, caso haja recusa por parte do fornecedor. Diferente do que muitos pensam, o Código de Defesa do Consumidor é válido também no âmbito online. Denúncias ao Procon podem ser feitas e os direitos ao consumidor devem ser assegurados”.

 

Repórter do jornal Brasília Capital
Nathália Paccelly

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