Cinco anos após o diagnóstico de câncer de pulmão, apenas 15,9% dos pacientes estão vivos

Apesar do impacto na saúde pública em todo o mundo, os esclarecimentos acerca do câncer de pulmão seguem aquém do necessário. No Brasil pouco se fala sobre o diagnóstico precoce e os avanços no tratamento desses tumores. “São, no País, 28 mil diagnósticos a cada ano. Desses, 18% ocorrem em pessoas que nunca fumaram”, alerta o oncologista Murilo Buso, do Centro de Câncer de Brasília (Cettro), que atua em parceria técnico-científica com o Hospital Israelita Albert Einstein.

O percentual de pacientes diagnosticados em estágio inicial é de 15%, contra 81% nos cânceres de próstata e 60% nos de mama. Cinco anos após o diagnóstico de câncer de pulmão em todos os estágios, 15,9% dos pacientes estão vivos. No caso do câncer de mama precoce 98,6% ultrapassam a marca e, nos de próstata, 99,2%. “O câncer de pulmão mata mais que os tumores de mama, próstata e cólon juntos. E mata mais mulheres que quaisquer outras neoplasias”, ressalta.

A incidência e a mortalidade continuam aumentando no Brasil e os custos com os novos tratamentos também. “O enfrentamento passa por uma mudança de estratégia, precisamos incrementar urgentemente ações de prevenção e screening, incrementar nossa capacidade de diagnóstico precoce, dotar nossos serviços de equipes multidisciplinares, ampliar a pesquisa clínica e desenvolver programas de suporte clínico integrados ao tratamento oncológico. De outra forma, viveremos uma grande crise em um futuro breve e assistiremos a mortes precoces e preveníveis de uma parcela significativa da população”, alerta Dr. Murilo.

Segundo ele, deve-se identificar sinais iniciais da doença ainda o que é um desafio. “Devemos estar atentos a um quadro de tosse que se estende por semanas, a eventuais perdas de fôlego e à perda de peso sem justificativa. Esses podem ser sintomas de um tumor de pulmão”, orienta o médico. Outros, que caracterizam quadro mais avançado são: presença de sangue na tosse, dores no peito e nos ossos.

“Fumantes devem abandonar o cigarro precocemente. É importante também que definam, com seus médicos assistentes, uma rotina de rastreamento da doença em estágio inicial. “O programa de screening de câncer de pulmão com tomografia sem contraste aumenta o diagnóstico precoce e o índice de cura. Mas, infelizmente, ainda não faz parte dos esforços empreendidos no Brasil e é pouco difundido na sociedade”,  esclarece.

Além do tabagismo, outros aspectos externos estão ligados à doença. Em nível ambiental, destaca-se o radônio, gás radioativo liberado do solo em regiões ricas em minério como urânio. O Brasil tem a quinta maior reserva natural de urânio do mundo e estudos recentes encontraram altas concentrações desse gás em domicílios nos seguintes estados: Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo. “Temos carência de estudos epidemiológicos para melhor entender o papel do radônio na incidência do câncer de pulmão no Brasil”, comenta o oncologista.

Males como enfisema, bronquite crônica, doença pulmonar obstrutiva crônica e tuberculose também aumentam os riscos para desenvolvimento de câncer de pulmão. “Outro fator de alerta é a ocorrência anterior de uma neoplasia. Pessoas que já tiveram câncer têm chances aumentadas de experimentar o segundo diagnóstico no pulmão”, conclui Dr. Murilo.

 Serviço:

 Centro de Câncer de Brasília – Cettro

Cettro – Hospital Dia

SMH/N Quadra 02 Bl. “A” Ed. de Clínicas 12º Andar – Brasília

Tel: (61) 3429 2900 e 3429 2902

Cettro Petit – Hospital Dia Pediátrico

SMH/N Quadra 02 Bl. “A” Ed. de Clínicas 2º Andar – Brasília

Tel: (61) 3429 2926

Cettro – Unidade Asa Sul

SHLS 716 Conj. A Bloco A Ed. Pio X – Térreo – Asa Sul

Cettro – Unidade Ceilândia

Setor N – QNN 28 Módulo C Área Especial – Ceilândia – DF

Tel: (61) 3429 2900

Cettro – Unidade Taguatinga

QNC 11 Lote 07 – Taguatinga Norte (próximo ao Hospital Anchieta)

Tel: (61) 3429 2900

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