Cientista informam que Brasil deve se preparar para novas doenças

Entidades internacionais de saúde emitem alertas aos que viajam ao Brasil por doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, informa a BBC

 

aedes

 

A BBC ouviu a opinião de cientistas que afirmam que o zika “é um perfeito exemplo do aumento na vulnerabilidade brasileira para mazelas desconhecidas. ” Na opinião desses cientistas, ainda segunda a BBC, “o surto dessa nova doença revela uma mudança de realidade sanitária: por uma combinação de fatores que causou sua ascensão no cenário internacional na última década, o país está muito mais exposto à chegada de enfermidades do que no passado. ”

Afirmam os estudiosos que durante anos o vírus esteve “dormente” na África e no Brasil há um ambiente propício para o seu alastramento. Com a economia mais globalizada nos últimos anos, o país recebeu muitos turistas e imigrante principalmente na Copa do Mundo e no carnaval. Esse cenário será vivido novamente nas Olimpíadas deste ano. Isso abre caminho para mais doenças prevalecendo as transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Apesar de não ser o único país atingido, por um conjunto de fatores, o ambiente é mais favorável à proliferação no Brasil.

Neste final de semana 220 mil militares das Forças Armadas atuarão em ações para conscientização da população quanto a importância do combate ao mosquito e na eliminação de possíveis locais de foco.

Novas doenças

Destaca a matéria que vírus também podem ser “importados” por acidente. Os cientistas destacam que  pelo menos três vírus transmitidos por mosquitos que, em teoria, poderiam chegar ao Brasil. São eles o O’nyong’nyong, a febre do Nilo Ocidental, e a febre do Vale de Rift (RVF).

 Destaca a BBC

“Este último, que também tem como vetor mosquitos da família Aedes, parece hoje em dia confinado ao continente africano ─ onde, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, o CDC, matou mais de 600 pessoas em um surto no Egito, em 1977.

Porém, em 2000, o vírus se manifestou na Arábia Saudita e o no Iêmen, com mais de 1 mil casos e cerca de 160 mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Também prevalecente em animais de criação, a RVF causou a morte de pelo menos 40 mil ovelhas e cabras.

Seus sintomas são bem parecidos com os de outras doenças transmitidas pelo Aedes: fraqueza, febre, dores e tonturas, que normalmente desaparecem em até uma semana. Mas uma parcela de até 10% dos casos pode desenvolver sintomas mais graves como lesões oculares, encefalite (inflamação no cérebro) e hemorragias.

“O RVF também pode ser transmitido por mosquitos Culex (o popular pernilongo) e, na teoria, pode chegar a qualquer lugar do mundo. Assim como o zika, que já ocorreu fora da África, apesar disso ter acontecido há mais de 10 anos”, explica o geneticista David Weet, da Liverpool School of Tropical Medicine.

“Teoricamente, pode voltar a se manifestar. O zika mostra como é importante para as autoridades de saúde investirem em programas de diagnósticos, especialmente porque os sintomas mais moderados do RVF são parecidos com o zika”, acrescenta Weet.

A febre do Nilo Ocidental teve seu primeiro surto no Hemisfério Ocidental em 1999, nos EUA, e em 2012 matou quase 300 pessoas no país. Ele também é transmitido pelo pernilongo. Apenas um caso de contaminação em humanos (o vírus também ataca cavalos) foi descoberto no Brasil até hoje ─ em uma área rural do Piauí, em 2014.

Quando houve o surto nos EUA, temeu-se que o vírus pudesse chegar ao Brasil por meio de aves migratórias. A febre também tem sintomas parecidos com o da dengue, o que dificulta o diagnóstico.

E, assim como o zika, os sintomas se manifestam em apenas um quinto dos casos. Sensações de fraqueza e fadiga podem durar meses. Menos de 1% do infectados pode, porém, desenvolver condições neurológicas sérias como encefalite e meningite. ”

Alerta

Existe o risco de mutações dos vírus. No caso do chikungunya, por exemplo, isso já ocorreu. Especialistas alertam que possíveis ameaças só reforçam a importância das medidas de prevenção e combate e a importância de se repensar as políticas públicas relativas a essas medidas. Eles reforçam a necessidade urgente de reforços na difícil tarefa de erradicação total do mosquito e que os esforços nesse sentido devem ir além do que está sendo feito hoje.

 

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