Tipo exportação: choro brasileiro conquista o mundo

 

Violinista Ted Falcon (de preto) faz da residência um clube de choro americano. Foto: Jorge Vismara/todos os direitos reservados

 

Reunir amigos para saborear uma boa feijoada, regada a cerveja e capirinha, acompanhada por uma boa roda de choro é programa comum em muitos lugares no Brasil, especialmente em Brasília. Mas, e quando um programa desses acontece nos Estados Unidos, a mais de sete mil quilômetros distante daqui? Mas há americanos também estão se deliciando com esse programa tipicamente brasileiro.

Em Los Angeles, o Clube do Choro local é comandado pelo casal Sarah Pontes e Ted Falcon. A professora brasiliense se especializou em produção de eventos e promove a cultura nacional junto com o marido, que é americano e formado em música com especialização em ritmos tupiniquins – samba, choro e bossa nova – e que morou sete anos no Brasil. Um casamento perfeito para a propagação da cultura que os cativou.

Em casa – As rodas de choro em Los Angeles acontecem duas vezes ao mês, na casa do casal. Amigos, colegas e conhecidos, que também apreciam o gênero brasileiro, batem ponto nos eventos – ainda informais. “Tudo isso é apenas a continuação da nossa história”, conta Sarah.

Além disso, todos os anos eles celebram o Dia Nacional do Choro (23 de abril). Artistas brasileiros que moram nos Estados Unidos não deixam de participar da festa, sempre à base de feijoada com caipirinha e cerveja, que acontece em um restaurante brasileiro na cidade.

Dificuldade – Sarah conta que a maioria dos americanos se interessa pelo Brasil e aprecia a Música Popular Brasileira (MPB). “A maioria das pessoas aqui conhece o Brasil pelos estereótipos do Carnaval, especialmente as imagens de mulatas esculturais, seminuas, desfilando na Sapucaí. Entretanto, quem conhece o nosso trabalho passa a entender melhor a nossa história, e principalmente que a capital do Brasil não é o Rio de Janeiro”, comenta a produtora, rindo.

“Creio que conquistar respeito como artista não é fácil em lugar nenhum, mas até o momento tem me parecido que no Brasil é ainda mais difícil. Há uma dificuldade em fazer o público entender que a remuneração do artista é necessária, porque ele também tem contas a pagar, Acrescenta Sarah.}

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