Chico Vigilante protesta e ganha apoio de colegas distritais

Chico Vigilante:  “Façam comigo o que quiserem, mas não admito ataques a minha família”. Foto: Carlos Gandra/CLDF

O deputado distrital Chico Vigilante (PT) ocupou a tribuna do plenário nesta quinta-feira (2) para manifestar seu repúdio ao que ele chama de “ataque a sua família”. Vigilante criticou o teor dos áudios captados pela Polícia Federal durante a Operação Drácon e divulgados no último sábado (25) pelo Correio Braziliense. Nas gravações a ex-presidente da Casa Celina Leão (PPS) teria ordenado investigações Vigilante e seu filho. “Falei que tem uma quadrilha dentro da CLDF, não citei nome de ninguém. Façam comigo o que quiserem, mas não admito ataques a minha família”, esbravejou o distrital.

Vigilante afirmou ainda que “esta Casa não pode conviver com quadrilha e nem com chantagens”, e pediu ao vice-presidente, Wellington Luiz (PMDB), que dê andamento a qualquer pedido de cassação contra o seu mandato que, pois “quem não tem o que dever, também não tem o que temer”.

Alguns distritais saíram em defesa e declararam apoio a Chico Vigilante. “Precisamos de paciência, bom senso e cautela para não afundarmos esta Casa”, comentou Wellington Luiz. Já Luzia de Paula (PSB) recordou que conheceu Chico Vigilante, ainda como sindicalista, e que admira a sua trajetória de vida. “Compartilho da sua indignação deputado, pois não se deve tocar em família. Família é sagrada”, lembrou.

Já o deputado Ricardo Vale (PT) pediu que fossem investigadas todas as denúncias que chegaram à CLDF desde 2016. “Esse denuncismo, por muitas vezes injusto tem que ser apurado, eu sei o que é ser acusado injustamente”, afirmou o distrital.

Wasny de Roure (PT) afirmou que se não fosse tomada uma atitude investigativa, todos os deputados ficariam sobre suspeita e a credibilidade da casa desmoralizada. “Espero um posicionamento de todos os colegas que foram citados, que se manifestem, precisamos sair dessa banalização”, alertou.

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