Centro de Saúde de Samambaia oferece terapia para mulheres

Em seis meses de funcionamento, o Grupo de Mulheres, instituído no Centro de Saúde n° 3 de Samambaia, realizou cerca de 240 atendimentos, média de 40 por mês. O objetivo é resgatear a autoestima e a capacidade de reflexão de mulheres que apresentam ou não algum sofrimento mental, por meio de um processo de escuta qualificada.

 

“É um grupo de convivência onde conversamos sobre o universo feminino, resgatando a autoestima, a melhora do autocuidado e a descoberta dos próprios desejos da mulher que vão sendo deixados de lado”, esclareceu a terapeuta ocupacional da unidade, Thais Fonseca Lima.

 

De acordo com ela, esse é um serviço espontâneo e de escuta. “O grupo acaba se tornando uma grande peneira, pois quando identificamos casos severos de sofrimento mental atendemos também individualmente aquela mulher e, se for necessário, encaminhamos para outros serviços de saúde mental, como o Centro de Atenção Psicossocial”, explicou.

 

Joelma Rodrigues Almeida, 34 anos, que está desempregada, revela a importância do grupo em sua vida. “Antes eu chorava muito e, depois que entrei no grupo, no ano passado, parei de chorar. Temos muitas atividades, como dinâmicas, maquiagens para levantar nosso astral, músicas, filmes, conversas, e interagimos com as outras pessoas. Gosto muito e vou com frequência”, contou.

 

Durante os encontros, são utilizados recursos audiovisuais, práticas corporais e atividades manuais para trabalhar temas que são escolhidos pelas próprias usuárias. Thais Fonseca informa que para participar a mulher não precisa necessariamente estar vivenciando algum tipo de sofrimento mental.

 

O grupo terapêutico oferece apoio e atenção humanizada para o público feminino da área de abrangência. O serviço é aberto e não necessita de encaminhamento. Os encontros são às quintas-feiras, a partir das 15h30, na sala de reuniões da unidade, localizada na QN 429 Conjunto F Lote 1. A equipe retomará as atividades deste ano em 30 de janeiro.

 

Aquelas mulheres que não têm com quem deixar os filhos, mas que desejam participar das reuniões, contam, também, com a assistência de um grupo de apoio, onde é oferecido um espaço lúdico para as crianças enquanto acontece o encontro.

 

O trabalho da terapia para mulheres é coordenado pela terapeuta ocupacional e pela fonoaudióloga, com o apoio dos profissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família – NASF, que é formado por duas fisioterapeutas, uma assistente social, um farmacêutico, uma nutricionista, uma terapeuta ocupacional e uma fonoaudióloga.

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