CEB é a terceira pior do Brasil

Aneel diz que a brasiliense está entre as piores distribuidoras do país

Não é fácil encontrar alguém satisfeito com o fornecimento de energia no Distrito Federal. Mas o impressionante é que ainda existem piores, embora sejam apenas duas – as distribuidoras do Pará e de Goiás. É o que indica o ranking sobre qualidade de serviço da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgado na primeira semana de abril.

A avaliação foi feita entre janeiro e dezembro do ano passado junto a todas as distribuidoras do país. O ranking é elaborado com base no indicador de Desempenho Global de Continuidade (DGC), que leva em conta o número de horas que o consumidor fica sem energia elétrica durante um período e quantas vezes houve interrupção na unidade consumidora. A CEB só está melhor que a Celpa, do Pará, e a Celg, de Goiás.

Um dos insatisfeitos é o empresário Armando Cruz, morador de  Águas Claras. Ele conseguiu a chance de trabalhar em casa. Pelo computador, resolve, à distância, tudo o que sua empresa precisa. Mas isto quando não falta luz em Águas Claras.

“Utilizo muito a internet e dependo da energia elétrica para fazer o meu serviço. Quando falta luz é um transtorno muito grande. Se até um determinado momento não voltar, sou obrigado a ir à filial, na Asa Norte”, reclama.

Problema também em dias de festa. Na última, em março, Armando Cruz e dez convidados tiveram que descer de escada os 15 andares do edifício onde ele mora. ”Usamos a lanterna do celular para poder descer as escadas, que estavam bastante escuras”.

Entre as distribuidoras, a melhor posição foi da Companhia Luz e Força Santa Cruz, de São Paulo, seguida da Companhia Energética do Ceará (Coelce) e da Companhia Energética do Maranhão (Cemar), em terceiro lugar.

A CEB reconheceu que o sistema está defasado e informou que este ano vai investir R$ 213 milhões em linhas de distribuição de energia e nas subestações.

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