Católica: a luta continua

Alunos e professores mantêm diálogo com a reitoria para o fim da reestruturação

Gustavo Goes

 

Assembléias entre professores e a reitoria, e de alunos, dias 14 e 15, marcaram a semana de protestos na Universidade Católica de Brasília (UCB), após o anúncio de uma reestruturação na instituição. As manifestações fizeram com que a reitoria suspendesse alguns pontos para alunos já matriculados, como a diminuição do período de férias e 20% de aulas virtuais. Porém serão mantidas a redução no período de aulas, a mudança de horários e a alta mensalidade.

A assembléia dos professores, convocada pelo Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares do Ensino do Distrito Federal (Sinproep-DF) com a reitoria teve o efeito de um balde de água fria, pois os professores não se sentiram com segurança para expor suas reivindicações, muitos pelo medo de perder o emprego, já que foram demitidos 160 professores desde o fim do ano passado, e esse é um dos pontos de discussão nos protestos.

“Como professora dessa instituição acredito que cada aluno que eu formo é único. É um prazer enorme participar de sua formação. Uma pena os reitores dessa universidade não tratarem da mesma forma, nem os alunos e nem os seus professores. Somos tratados como qualquer um”, desabafa professora da Católica que não quis se identificar.

Já a assembléia dos alunos pôs em discussão todas as discordâncias que tinham em relação à reestruturação e também críticas a essa conduta da universidade, que serão formalizadas e enviadas para a reitoria nesta semana.

“Essa reestruturação faz parte de um projeto maior, de reajuste monetário, em que foram cortados os projetos de extensão, por meio dos quais muitas pessoas carentes eram ajudadas, bem como foram cortados bolsas e alguns laboratórios, como, por exemplo, o de Comunicação Social, com a extinção da revista Artefato”, afirmou aluna do curso de Comunicação Social, que não quis se identificar.

Além das assembléias, as eleições do Diretório Central de Estudantes (DCE) movimentaram os corredores da universidade. A Chapa 3, que defendia, entre outras reivindicações, uma “educação libertadora, acessível, democrática e popular”, venceu as eleições, dando prosseguimento à luta por uma universidade que preze os valores filantrópicos, “e não de um ensino como mercadoria”.

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