Casos de Dengue aumentam no DF

Nesta época de chuva, é preciso ficar atento ao Aedes aegypti. Só no ano de 2019, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal já notificou mais de 650 casos de dengue até a primeira semana de fevereiro. O número representa mais do que o dobro registrado no mesmo período de 2018 (267). Diante dos inúmeros casos da doença transmitida pelo mosquito, surgem as dúvidas sobre qual o tipo de repelente é o mais indicado. Para ajudar na proteção dessa e de outras doenças relacionadas aoAedes aegypti, como Zika, Chikungunya e o vírus Mayaro, a Farmacotécnica desenvolveu repelentes seguros, atóxicos e hipoalergênicos. “Há três principais tipos de repelentes de insetos à venda no Brasil: à base de Icaridina, DEET e IR3535. Manipulado em forma de loção e spray, o Aminopropionato de Etila (IR 3535) é ativo contra o Aedes aegypti, como também moscas, carrapatos, piolhos, vespas, abelhas e mosquitos. Sua ação é totalmente comparável ao DEET. Atóxico e inodoro, pode ser usado por crianças a partir de seis meses de idade e dura aproximadamente quatro horas, devendo ser reaplicado no máximo três vezes ao dia”, explica a farmacêutica Aiessa Balest, da Farmacotécnica.

Entre os repelentes naturais, um dos mais eficazes é a associação clássica de Citronela com Andiroba. Estudo realizado pela Unicamp, em 2010, verificou que o óleo de Citronela apresenta um índice de 98,1% de proteção contra picadas de mosquitos e o de Andiroba, 30,4%. Outro bastante eficiente é o Ledum palustre, também denominado Alecrim silvestre dos pântanos ou Ledo, que além de ser o principal remédio das picadas de inseto, também é um poderoso repelente quando utilizado topicamente. “O Ledo é muito indicado para crianças e adultos com histórico de alergia aos repelentes convencionais. Na Farmacotécnica, é encontrado na forma de gel, creme ou loção”, afirma a farmacêutica.

Mais que apenas escolher o produto ideal, saber a forma correta de utilizar o repelente é fundamental. Veja as dicas da Aiessa Balest:

•         Não aplicar nas mãos de crianças.
•         Crianças menores que seis meses de idade não podem usar repelentes.
•         Não passar próximo aos olhos, boca e nariz.
•         Espalhar na pele exposta e por cima das roupas, nunca por baixo.
•         Maquiagem, hidratantes e filtros solares devem ser utilizados cerca de 15 minutos antes do repelente.
•         Lave as mãos após manipular o repelente e não durma com o produto (tome um banho antes de dormir).
•         Gestantes podem utilizar repelentes, se forem spray borrife por cima da roupa.
•         Independente do repelente da sua escolha, sempre observe o tempo de ação e o número de reaplicações que devem ser feitas. Não ultrapasse a mais de três vezes ao dia, pois pode causar intoxicação.
•         Evite a combinação com protetores solares químicos.

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