Caso Marielle: Bolsonaro não dá um pio

O pré-candidato a Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL-RJ) manteve o silêncio no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ). Durante uma sabatina promovida pelo Movimento Limpa Brasil (MLB), na Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), o deputado, conhecido por suas posições extremas contra os movimentos sociais, foi curto e grosso ao ser questionado pelo Brasília Capital sobre o crime: “Não falarei sobre isso”. Ele foi o único pré-candidato ao Planalto a não se manifestar publicamente sobre o caso.

Diante de uma plateia composta de representantes do comércio, policiais, sindicalistas e jornalistas, Bolsonaro voltou a defender o porte de arma de fogo para os cidadãos brasileiros. Para ele, “o Brasil vive uma guerra, e em uma situação como essa os dois lados atiram. Se eu não atirar vou pro cemitério, e se atirar vou pra cadeia. Isso tem que mudar”. O pré-candidato voltou a posicionar-se contra as punições impostas aos policiais que atiram por legítima defesa. “Tem que responder, mas sem punir”, argumentou, falando sobre os processos abertos contra esses agentes. Militar da reserva, o pré-candidato é partidário da tese de que o policial tem que agir de legítima defesa sem ser punido, ao reagir diante de um suposto criminoso.

Bolsonaro diz não entender de economia e de saúde, e passou a responsabilidade, caso seja eleito presidente da República, para os ministros das respectivas áreas. “Escolherei as pessoas certas para cada pasta”. Garantiu, ainda, que reduzirá os atuais 23 ministérios para 15, e não aproveitará nenhum dos atuais titulares da Esplanada em seu eventual governo. “Tem ministérios que nem deveriam existir. No caso do Ministério das Cidades, o dinheiro deveria ser encaminhado para as prefeituras municipais”. Interrogado sobre a possibilidade de nomear ministras, afirmou não ver problemas em tê-las em sua equipe, e que, se pudesse, nomearia 15 mulheres nos 15 ministérios. “Se não gostasse de mulher, não teria casado com uma”, ironizou.

Ao comentar as mudanças que faria na educação, confirmou que retiraria do currículo das escolas públicas a ideologia de gênero ao afirmar que “quem deve ensinar sexo é papai e mamãe”, além de militarizar o ensino no país e colocar um colégio do Exército em cada estado. Atualmente, existem 13 instituições destas no País. Sobre a Lava Jato, assegurou que a operação continuaria “a todo vapor” investigando políticos corruptos.A sabatina foi marcada pelo apoio da maioria dos presentes. O deputado foi muito aplaudido e foi chamado de “meu presidente” por alguns presentes.

Fonte:

Deixe um comentário