Casa Cor celebra cadeia produtiva

Foto: JOMAR BRAGANÇA/CASACOR

Autoridades e convidados participaram, quarta-feira (18), do evento “Sustentabilidade da Cadeia Produtiva Florestal do Brasil” realizado pelo Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNFB), na Casa Cor Brasília. Um estande totalmente construído com madeira nativa de manejo sustentável da Amazônia foi a estrela da noite. Construído com madeira 100% nativa oriunda de Manejo Florestal Sustentável, ele recebeu intensa visitação dos participantes e visitantes da mostra de decoração.

Concebido pelos arquitetos Roberto Lecomte e Sheila Beatriz e realizado pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso – CIPEM, membro do FNBF, o “Terraço Amazônia CIPEM” visou demonstrar a variedade de produtos, composições e beleza das espécies tropicais brasileiras. O projeto pode ser visitado até o dia 22 de outubro, conforme programação da Casa Cor 2019.

Com a premissa de liderar pelo exemplo, o FNBF ressalta que toda a madeira utilizada na construção do estande possui Guia Florestal e Nota Fiscal, garantindo a origem legal da madeira e demonstrando a efetividade do sistema de rastreabilidade brasileiro. O Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal reúne 24 entidades sediadas em diversos estados. Juntas, elas têm mais de 3,5 mil empresas associadas. É a entidade representativa do Setor de Base Florestal Brasileiro.

Sustentabilidade no manejo da floresta

O presidente do CIPEM, Rafael Mason, destacou a importância da ação afirmativa. “Viemos mostrar para a sociedade brasileira que é possível trabalhar com a floresta, se for bem manejada. Valorizando as espécies, comprando madeira de origem legal, com controle dos órgãos ambientais você mantém a floresta e a conserva para o futuro”, disse.

Mason reiterou que o objetivo é mostrar que o Brasil tem a maior floresta do mundo e precisamos preservá-la. “A única forma de fazer isso é estabelecer uma cadeia sustentável para todos que habitam e convivem com ela”.

Para o consultor da IDH Consultoria, Rui Ribeiro, se não houver manejo florestal, não há preservação. “Se a floresta não gerar recursos ela não ficará em pé. Precisamos trazer para as comunidades que vivem perto e por meio da floresta, geração de emprego e renda”, reitera.

Hoje, o Brasil produz 33 milhões de metros cúbicos de madeira e só exporta 600 mil. “É um mercado em franco crescimento. Quem acaba suprindo o mercado europeu é a Ásia, quando temos muito mais regulação e controle do produto brasileiro, um dos melhores do mundo”, diz o engenheiro florestal.

Participaram do evento representantes das embaixadas do exterior no Brasil, parlamentares e autoridades do governo na busca por desmistificar a imagem da madeira nativa da Amazônia perante o mundo. “Independentemente do cenário em que o Brasil se encontra, o FNBF, como entidade representativa do setor que defende o manejo florestal sustentável, não pode e não irá se omitir, uma vez que, além de gerar riquezas para o País, esta atividade é o único meio de mantermos as florestas em pé”, disse Geraldo Bento, presidente do Fórum Nacional.

Uso correto dos recursos naturais

O secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, brigadeiro Eduardo Camerini, que compareceu à abertura da Casa Cor 2019, assinalou a importância do setor produtivo como aliado da política pública ambiental brasileira.

“Este evento faz parte de uma compreensão do uso sustentável de nossos recursos naturais e colabora para a economia do Brasil. A ilegalidade é que faz mal ao meio ambiente.

Isto aqui mostra a forma correta de se fazer as coisas. É preciso que a gente entenda que a floresta é riqueza para todos, seja na preservação de sua biodiversidade, seja na geração de ativos econômicos”.

Madeira sustentável – A prática do manejo florestal sustentável assegura o equilíbrio do ecossistema, além de movimentar a economia, por meio da comercialização de produtos e serviços. Este modelo prevê a retirada de 4 a 6 árvores com diâmetro a partir de 50 centímetros em uma área do tamanho de um campo de futebol.

Após a colheita, a área onde houve a retirada é mantida em regeneração por 25 a 30 anos. Quase 90% da mata continua intocada, garantindo a manutenção da floresta em pé, bem como a estruturação de uma cadeia socioeconômica sustentável.

Toda a madeira retirada é rastreável, ou seja, passa por um estrito controle por meio dos órgãos ambientais que segue ao longo da cadeia de processamento até a comercialização final. Este modelo confere segurança aos compradores e também à proteção do ambiente.

Para Paulo Carneiro, diretor de Concessão Florestal e Monitoramento do Serviço Florestal Brasileiro, o manejo sustentável é uma importante ferramenta e respeita o funcionamento da ecologia da floresta.

“É uma atividade de baixo impacto. Retirando poucas árvores por hectare e combinando com os ciclos de corte, é possível ver que a floresta mantém sua estrutura e os serviços ambientais que ela presta”, afirma.

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