Carma e identidade sexual

Cazuza, por meio do médium Robson Pinheiro, no livro “Faz Parte do Meu show”, detalha suas surpresas no mundo espiritual. Doente, porque os abusos cometidos no corpo físico com álcool e drogas também adoeceram seu corpo espiritual, depois de algum tempo em regiões de sofrimento, foi retirado e conduzido para tratamento por sua avó, também desencarnada.

Entre as inúmeras surpresas que detalha na obra, talvez a mais interessante tenha sido o fato de ter visto espíritos masculinos que iam ser transportados para países árabes para nascerem como mulheres devido ao desrespeito com os seres humanos e, em particular, com o sexo feminino.

Não é a primeira vez que espíritos tratam da questão da inversão sexual por motivo de necessidade, escolha ou carma. Todo pessoa que abusa do outro sexo cria um carma e pode atrair para si aquele sexo que abusou. Homens renascem mulheres e vice-versa.

Não é sem razão que a cada dia aumenta o número de mulheres que não aceitam o corpo, vestem-se como homens e, algumas, mudam até de sexo. Em muitos casos são os maltratadores de mulheres do passado, agora com o sexo que desprezavam. Não se trata de castigo de Deus que não castiga ninguém. Trata-se da mente culpada que atrai o sexo maltratado para aprender a valorizar a mulher.

Vejamos o que diz André Luis, por meio de Chico Xavier, no livro “Ação e Reação”: “Todo mal por nós praticado conscientemente expressa, de algum modo, lesão em nossa consciência, e toda lesão determina distúrbio ou mutilação no organismo que nos exterioriza o modo de ser ( … )

“A evolução para Deus pode ser comparada a uma viagem divina. O bem constitui sinal de passagem livre para os cimos da vida superior, enquanto o mal significa sentença de interdição (cap 19).

“… quando o homem tiraniza a mulher, furtando-lhe os direitos e cometendo abusos, em nome de sua pretensa superioridade, desorganiza-se ele próprio a tal ponto que, inconscientemente e desequilibrado, é conduzido pelos agentes da Lei Divina a renascimento doloroso, em corpo feminino, para que, no extremo desconforto íntimo aprenda a venerar na mulher sua irmã e companheira, filha e mãe, diante de Deus…” (cap 15).

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