Campanha sobre câncer de mama traz ampulheta que ‘corre para cima’ ao DF

Relógio simboliza a importância do tempo para pacientes com metástase. Escultura será exposta na rodoviária; em junho, ação iluminou monumentos.
 
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Ampulheta que ‘corre para cima’ é simbolo de campanha Por Mais Tempo, contra o câncer de mama (Foto: Divulgação)

Uma ampulheta com mais de dois metros de altura, em que o tempo “corre para cima”, chega a Brasília no fim deste mês como símbolo da campanha “Por Mais Tempo”, que discute a qualidade de vida de mulheres com câncer de mama em metástase. O relógio representa a luta contra o tempo enfrentada pelas pacientes e alerta para a necessidade de tratamentos mais avançados na rede pública.

Segundo os organizadores, a ação deve começar no dia 30 de julho na rodoviária do Plano Piloto. Desde junho, a escultura foi exposta no vão central do Masp, em São Paulo, e em um shopping da cidade. No lançamento da campanha, no mês passado, o Museu Nacional, em Brasília, foi iluminado em rosa e decorado com o laço que simboliza as campanhas de prevenção.

A campanha tem foco no câncer de mama metastático, aquele em que o tumor se espalha para outras regiões do corpo. Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada em junho aponta que 70% dos brasileiros associam esse estágio da doença a baixa qualidade e pouco tempo de vida.

De acordo com os organizadores da campanha, os avanços médicos dos últimos anos permitem que as mulheres com esse tipo de câncer tenham maior sobrevida e maior bem-estar durante o tratamento. Segundo eles, o problema está no acesso a esses tratamentos de ponta, que ainda estão restritos a uma parcela pequena das pacientes.

 

Campanha
A campanha “Por Mais Tempo” é uma iniciativa da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), em parceria com o Instituto Oncoguia e o laboratório Roche. ONGs, médicos e a indústria farmacêutica participam do projeto. A campanha também é realizada em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.

“Com a perspectiva crescente das pacientes viverem mais com o câncer de mama mesmo nos estágios mais avançados, o debate sobre câncer de mama metastático se torna cada vez mais relevante”, afirma a presidente da Femama, Maira Caleffi, uma das idealizadoras do movimento.

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que 57 mil casos novos de câncer de mama serão diagnosticados em 2015. Esse tipo da doença representa 22% dos tumores detectados no país.

Como parte da campanha, uma petição pede ao Ministério da Saúde a incorporação de tratamentos mais adequados para pacientes com câncer de mama metastático. Mais informações sobre o movimento e a petição podem ser vistas pela internet.

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Museu Nacional da República, em Brasília, com projeção de símbolo da campanha contra o câncer de mama metastático (Foto: Luciana Melo/Divulgação)

 

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