Câmera primitiva vira atração

Projeto no Centro de Ensino Incra 8, em Brazlândia, usa técnica primitiva para estimular os alunos a olhar e retratar o mundo em que vivem. Em um trailer, é possível revelar imagens

O fotógrafo José Rosa, idealizador do Fotolata, com os estudantes: projeto é financiado com verba do MEC (Carlos Moura/CB/D.A Press)
O fotógrafo José Rosa, idealizador do Fotolata, com os estudantes: projeto é financiado com verba do MEC


Nas aulas de física e de química dos alunos de uma escola na região rural Incra 8, em Brazlândia, nada de livros, equações e calculadora. Em vez disso, uma lata de alumínio pintada de preto com um pequeno furo na lateral. No interior, um papel especial sensível à luz. Dentro do espaço de menos de 7m2, os estudantes agrupam-se para receber as primeiras lições sobre fotografia por meio da técnica conhecida como pinhole. Ao mesmo tempo, eles aprendem sobre noções de ótica e experimentam revelar fotografias utilizando reagentes químicos.

“Mais do que se apropriar de técnicas da fotografia, eu ensino os alunos a exercitarem o cérebro, a abstrair”, explica o fotógrafo José Rosa, idealizador do projeto Fotolata, que desembarcou no Centro de Ensino Fundamental Incra 8 desde a semana passada e deve ficar na escola até amanhã. O trailer, na entrada do colégio chama a atenção dos curiosos. Lá dentro, funciona uma câmara escura: um verdadeiro estúdio fotográfico onde pode-se tirar e revelar fotos.


Fonte: Correio Braziliense

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