Calçadas de Taguatinga – Superfaturadas e malfeitas

A falta de estacionamentos e de calçadas em Taguatinga começou a ser resolvido em setembro de 2013. Estacionamento, ciclovia, calçadas com acessibilidade, novas placas e lixeiras, além de baias para ônibus. Tudo isto estará pronto até março deste ano, segundo planejamento da construtora responsável pela obra. O problema é a qualidade da empreitada, que custará R$ 1,4 milhão aos cofres públicos.

Na etapa concluída da revitalização das calçadas da Comercial Sul já é possível constatar a má qualidade da construção. O calçamento da passagem de pedestre está se soltando. Um engenheiro convidado pelo Brasília Capital para vistoriar a obra afirma: “com certeza, não houve terraplanagem (veja saiba mais) antes da instalação do calçamento”.

Apesar do custo de mais de quase R$ 1,5 milhão da obra, apenas R$ 295.003,10 foram repassados para a Ebo Engenharia, responsável pela revitalização. A segunda parcela só será paga mediante assinatura do Termo de Recebimento de Obras. Quem assina o documento é o diretor de obras da administração regional, Francisco Alves.  “O serviço só será pago após a minha revisão. Vou vistoriar pessoalmente”, afirmou Alves em entrevista ao DFTV, da Rede Globo, na quinta-feira (6).

O governador Agnelo Queiroz ligou pessoalmente para o administrador de Taguatinga, Marco Aurélio Bessa, pedindo para que a obra seja minuciosamente vistoriada. E que não seja paga, caso haja irregularidades. A administração já está de olho na obra. Duas notificações foram emitidas contra a construtora, uma por conta da sujeira deixada nas ruas e outra devido à falta de organização. A notificação é uma multa. Se não for paga, a empresa fica impedida de participar de licitações e prestar novos serviços ao governo.

Prova Real

Antes mesmo da vistoria do diretor de obras, o Brasília Capital visitou as obras com um engenheiro para vistoriar o andamento e a qualidade do que está sendo feito. Constatamos inúmeros problemas de ordem técnica, dentre eles a espessura dos ladrilhos e paralelepípedos que estão sendo usados. Mais finos do que o contratado pela Administração e publicado no Diário Oficial do DF. Por exemplo, o bloquete usado tem 4 cm de espessura, segundo a planilha, deveria ser de 5 cm. “Um centímetro em um bloquete pode não significar nada, mas são quase 5 km de extensão”, afirma o engenheiro.

 

Saiba mais

Escavação e aterro, com compactação, necessários para modificar o relevo de um terreno de forma conveniente ou de permitir a execução de fundações. Sendo o primeiro caso terraplanagem de regularização e o outro para fundação.

 

Gabriel Pontes e Natália Ribeiro

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