Cães farejadores do DF são convocados para a Copa do Mundo

Olfato aguçado, agilidade e disposição são as principais características que garantem ao cão um melhor desempenho em trabalhos de busca realizados pela polícia. Essa habilidade canina, que será um dos instrumentos utilizados para garantir a segurança na Copa do Mundo, foi aperfeiçoada, nesta quinta-feira (13), durante treinamento da Polícia Militar.

 

“O cão possui uma sensibilidade olfativa 40 vezes superior ao do homem, tem mais agilidade, trabalha longos períodos de tempo e sua disposição para trabalho é surpreendente. Trabalhamos na Copa das Confederações, e a Copa do Mundo será a prova de fogo, pois é o maior evento que estaremos presentes, mas estamos preparados”, afirmou o subcoordenador do curso e Primeiro-Tenente, André Hideki Nogueira.

 

O treinamento ocorreu na garagem do Grupo Amaral, no Setor de Oficinas Sul, onde 23 animais tiveram que detectar a presença de drogas e explosivos em ônibus parecidos com os que serão utilizados pelas delegações internacionais durante o Mundial. Narcóticos foram escondidos embaixo de assentos e em vários outros locais do transporte e, como recompensa, era jogado um mordedor – tido como brinquedo para eles – quando o material era encontrado.

 

Desde o dia 3 de fevereiro, a Polícia Militar ministra o curso internacional de detecção de substâncias, que, além dos policiais de Brasília, conta com a participação de militares de Roraima, Tocantins, Amazonas, Ceará, Paraguai e da Força Aérea Brasileira. O treinamento, realizado até o dia 17 de abril, terá como palco a Rodoviária do Plano Piloto, Aeroporto JK, Estádio Nacional Mané Garrincha e locais de maior movimento do DF.

 

“Temos que ressaltar que esse curso não é só voltado para os cães, como também, para os policiais. Se os militares não souberem conduzir os animais, o trabalho não estará completo. Essa é uma parceria”, destacou o coronel Ademar Barros, um dos instrutores do curso. Ao todo, estão participando 21 homens e 23 cães, sendo 10 só para explosivos, 10 para narcóticos e três são filhotes de apenas três meses de idade.

 

A militar paraguaia Adriana Ayala, única mulher de seu país que participa de um curso como esse, disse que aplicará todo o aprendizado no trabalho que desenvolve. “Aprendi aqui nesse treinamento a trabalhar de uma maneira mais autônoma com o cão. No lugar de onde venho é necessária a ajuda constante do guia. Estou aqui porque recebi o convite de pessoas daqui que conheci em um curso no Equador e estou muito contente”, afirmou.

 

A Polícia Militar usa cães das raças labrador e pastor belga e alemão para fazer este tipo de trabalho. Os animais são treinados desde o nascimento, mas só ficam aptos ao serviço a partir dos três anos. Para não estressar o animal, em operações de varredura, cada cão trabalha no máximo 45 minutos e descansa o triplo do tempo. Em um espaço como o Estádio Nacional Mané Garrincha, três cães conseguem fazer a varredura do local em menos de três horas.

 

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