“bravi” mistura realidade e ficção antes da guerra

O romance “bravi”, que o escritor Gilson Guimarães está lançando neste mês, conta sobre a saga de duas famílias européias que desembarcaram no Brasil, antes da Segunda Guerra Mundial. Elas vieram fugindo, uma do fascismo na Itália e a outra, da Guerra Civil Espanhola.

O romance narra a trajetória de personagens singulares que se confundem com importantes acontecimentos durante o século 20 e desfila dramas, amores, encontros e desencontros. Por isso, o próprio autor afirma que se trata de uma mistura de ficção com realidade.

Deleite

“Com muita suavidade, o autor nos fez caminhar pelo Brasil, mas atravessou continentes desembarcando em Cuba, Iália, Espanha e França. Se tivesse que definir este gênero narrativo (romance), como sendo uma ficção com requinte autobiográfico ou autobiografia permeada de ficção, não teria nenhuma precisão em afirmar, apenas posso convidar para este deleite poético”, comenta o professor de História Gerson Maciel, de Maceió, Alagoas.

Linguagem de cinema

“Me chamou a atenção o fato de o autor permear a saga dos personagens com eventos históricos : Segunda Guerra Mundial na Espanha,  o fascismo na Itália, a Revolução Cubana e o regime do Brasil em 1964. Achei interessante, e pessoas mais jovens se motivarão a pesquisar sobre os assuntos abordados. O livro mostra uma linguagem cinematográfica e artística. Outro microcosmo no romance é suas lembranças de Feira de Santana, muito bem retratadas. Me vi num filme em diversos momentos”, declara a engenheira civil, Ana Maria Farhá Assunção, de Salvador.

Viagem

A professora de Língua Portuguesa Neyla Godrilho, de Salvador, diz que fez uma viagem com a leitura: “Acabei de ler o envolvente ‘bravi’. Viajei no tempo e no espaço com histórias de amor e dramas. Revi o Cine Madri em Feira de Santana, andei por Santo Amaro, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Búzios,  Espanha, Itália, França e Cuba. Não faltaram doses de erotismo e, confesso, as minhas lágrimas no surpreendente final”.

Pesquisa

O engenheiro civil José Raimundo Campos, também de Salvador, ressalta os detalhes na “mistura de ficção e realidade”. Ele diz: “Impressionante, sobretudo, os detalhes dos ambientes, cronologia de fatos reais, o que demonstra uma exaustiva pesquisa para tornar essa estória, ou seria história, uma leitura tão prazerosa. Também impressiona os dramas amorosos e paixões avassaladoras”. Já o engenheiro agrônomo Ygor Coelho empolga-se com a obra: “Um contexto histórico reproduzido em minúcias. Pictórico, rico em detalhes. Em ritmo cinematográfico, uma trama fascinante. Bravi  nasceu para brilhar “.

Um poeta 

Gilson Guimarães escreve desde a infância. Livros imaginários. Duvidou do talento e virou engenheiro. Construiu uma sólida carreira que exerceu por 22 anos. E teve que se desconstruir para pegar a origem e se refazer tijolo por tijolo. Passou a viver letras vapores, palavras perfumes, livros pessoas. Em 2002, menos engenheiro e mais publicitário, uma trombose medular quase o tirou do mundo. Revirou sua história. Paraplégico, aposentado, engavetou-se durante uma década.

Durante dez anos remoeu as entranhas e em 2013 deu um basta. Abriu a gaveta e lançou seu primeiro livro de poemas “Imensidão Mulher”, com prefácio do poeta e jornalista Fernando Coelho e projeto gráfico do designer Washington Falcão. Agora Gilson Guimarães lança “bravi”, seu primeiro romance, com 288 páginas, pela editora Aquariana. A obra será lançada dia 12 de maio no Mercado de Arte Popular em Feira de Santana, Bahia, às 19h.

 

Foto: Divulgação

 

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