Brasileiros estão conseguindo pagar dívidas

Os brasileiros estão conseguindo honrar mais os compromissos financeiros neste ano em comparação ao ano passado, apensar da alta nos juros básicos da economia (a Selic). No acumulado de janeiro a novembro, comparado a igual período do ano passado, o valor médio das dívidas não bancárias recuou 3,9%, passando de R$ 330,84 para R$ 317,92.

Também houve queda na quantia referente aos títulos protestados (- 4,2%). O valor devido aos bancos e não quitado no prazo nesse período avançou 0,9%, de R$ 1.299,87 para R$ 1.311,75. A soma em atraso que mais cresceu foi a de cheques sem fundo (8,2%): atingiu R$ 1.646,67 ante R$ 1.521,27.

Apesar disso, pela segunda vez seguida, em novembro, o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor apresentou elevação com taxa de 1,7% superior a outubro. No acumulado de janeiro a novembro, o resultado ainda é queda (1,5%). Sobre o mesmo mês de 2012, o indicador aponta recuo de 10,3%.

Os economistas da Serasa Experian acreditam que o consumidor teve mais dificuldade em pagar os débitos em dia por causa da sequência de elevações das taxas de juros e o consequente aumento do custo financeiro das dívidas.

As dívidas não bancárias (assumidas por meio dos cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) aumentaram 4,6%. Os atrasos no pagamento aos bancos cresceram 0,9%. Em relação aos títulos protestados foi constatada alta de 2,6%. Já no caso dos cheques sem fundos houve queda de 8,5%.

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