Brasil é referência nas Nações Unidas

O Brasil é atualmente o 9° maior contribuidor da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em volume de recursos distribuídos em 23 acordos com a Organização. Uma posição tão privilegiada acarreta em diversas responsabilidades, por isso o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Caio Rocha, esteve em Roma para debater os novos acordos de cooperação junto aos países da África do Sul, América Latina e Caribe, durante a 147° Sessão do Conselho da FAO.

Os objetivos da missão na Itália foram intensificar a participação na cooperação internacional no combate à miséria e insegurança alimentar em países de risco, oferecendo o exemplo das experiências exitosas do Brasil no setor agropecuário, e buscar inspiração nas iniciativas e projetos estrangeiros que possam agregar ao processo de desenvolvimento rural sustentável no País.

O Ministério da Agricultura colocou-se à disposição para colaborar de forma mais contundente com um dos principais fios condutores do trabalho da FAO: a erradicação da miséria, da insegurança alimentar e da má nutrição. Deste modo, quer contribuir com o Programa de Aquisição de Alimento para a África, (PPA-África), uma iniciativa do governo brasileiro, em parceria com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, que garante, por meio de compras governamentais, a renda de agricultores familiares, promovendo a segurança alimentar e nutricional das populações mais pobres, bem com a distribuição dos produtos adquiridos.

Ainda no âmbito da erradicação da fome, o diretor da Divisão de Proteção e Produção de Plantas, Clayton Campanola, ressalta que o Brasil pode servir de modelo na busca de um dos principais objetivos estratégicos da FAO, que é aumentar em 60% a produção de alimentos até 2050, de forma sustentável e sem desmatamentos. Segundo Campanola, o País deve colaborar com esta meta, compartilhando as experiências e tecnologias de produção sustentável em ambiente tropical contidas no Plano ABC.

Foi ressaltada também a importância do fortalecimento da voz das organizações de produtores e cooperativas, bem como a valorização e capacitação do setor. As cooperativas podem funcionar como repetidoras das tecnologias de desenvolvimento sustentável, assim como devem aumentar e facilitar aos produtores o acesso às políticas públicas de incentivo agrícola e ao crédito. Segundo Caio Rocha, “queremos buscar subsídios na FAO e exemplos de legislações mais modernas em vigor sobre o assunto, que auxiliem o Brasil a modernizar as políticas de apoio e gestão de cooperativas”.

No que se refere à segurança alimentar, uma das preocupações da Organização é desenvolver tecnologias que garantam informações confiáveis e acessíveis sobre o estoque de alimentos. Essas tecnologias também devem funcionar como mecanismo estanque da especulação dos preços.

Nesse sentido, a FAO desenvolveu o sistema Amis, que visa dar transparência sobre o mercado mundial de commodities agrícolas, com participação do G20. O Brasil apresentou seus instrumentos de políticas agrícolas voltadas à formação de estoques públicos e garantias de preços mínimos, tais como: AGF, EGF e Pepro. Também foi destacado o sucesso da experiência brasileira em Produção Integrada e do Programa de Rastreabilidade que garantem controle no uso de agrotóxicos, e maior segurança alimentar.

As colaborações e cooperações que venham a ser efetivadas em decorrência da missão serão articuladas pela representação da FAO no Brasil. O diretor geral da FAO, José Graziano, ainda solicitou apoio do Mapa na organização de uma missão ao Congo, e a tradução das publicações da FAO para o Português. Deste modo, beneficiará os países africanos de língua portuguesa que estão em busca de desenvolvimento agrícola, erradicação da fome e produção de alimentos seguros.

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