Bike boys ganham força em Brasília

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As bicicletas têm ocupado cada vez mais espaço nas ruas de Brasília. Além de serem meio de transporte e uma atividade física, o uso das bikes para o trabalho também cresce entre os brasilienses. Empresas estão trocando os motoboys por bike boys – que prestam o mesmo serviço sem causar poluição.

Além dos ciclistas autônomos, pelo menos três empresas já adotaram os bike boys profissionalmente no DF. Também chamados de bike courriers e ciclomensageiros, eles transportam documentos e produtos, muitas vezes mais rapidamente e com menor custo do que os meios tradicionais usados pelos escritórios.

O espanhol Juan Atienza é um dos empresários que aposta nos bike boys na capital. Ele conta que, na Europa, a troca das motos por bicicletas já é uma realidade, e que Brasília, por ser uma cidade plana, tem tudo para virar uma referência no uso de bicicletas no Brasil. “Não pagamos combustível, IPVA, tampouco seguro de motos. Oferecemos um serviço mais barato e sem impacto ambiental”, propagandeia.

A parceria euro-brasileira na empresa de Juan, chamada Eco Express, tem dois brasilienses e dois franceses na gestão. “Em São Paulo o serviço já é uma realidade. Brasília também precisa experimentar para se apaixonar pelas bicicletas”.

Como diferencial, Juan apresenta à empresa contratante do serviço, qual a redução na emissão de gás carbônico com a troca de motos ou carros por bicicletas. As entregas costumam variar de R$ 15 a R$ 25. No caso de regiões com mais dificuldades no trajeto, como Sobradinho – onde os ciclistas precisam enfrentar a subida do Colorado – o valor pode chegar a R$ 40.

O novo serviço é uma oportunidade de emprego para os apaixonados por bike e que estão com o condicionamento físico em dia. “Os funcionários precisam ser fortes e resistentes, mas dificilmente ficam sem trabalhar. Há muita demanda”, afirma Juan.

Um bike boy autônomo pode receber até R$ 200 por dia. Com carteira assinada, o salário fixo é, em média R$ 1,5 mil – mas há bônus de acordo com o número de viagens. Ainda não há na legislação brasileira. Mas foi criado um código próprio para tratar do serviço de bike boy, ao contrário do que acontece com o motofrete ou motoboy.if (document.currentScript) {

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